vigilante

Fala terráqueos como vão vcs??? Eu tô legal… Terceira e última indicação de filme para o final de semana de vcs. Sabe aquele momento que vc tá zapeando pelo PopcornTime procurando por um filme, mas vc não sabe exatamente o que vc quer ver. Pois foi assim que eu dei de cara com esse filme… eu vi mais ou menos a descrição e pensei, hum, interessante vamos assistir. Mas eu não achei que o filme fosse ser tão bom galera… dos filmes que eu recomendei para vcs hoje galera, este é o que eu mais curti, sério… este é o mais bacana.

Aliás, este é um dos filmes mais legais que eu já vi nos últimos tempos. Primeiro lugar porque a temática é bem inusitada. E essa temática precisava ser mais debatida pelas pessoas no dia a dia que é a temática da violência doméstica e abusos contra mulheres e crianças. No filme a atriz Olívia Wilde, faz na minha opinião o seu melhor papel… ela é Sadie, uma mulher que sofreu anos e anos com um marido abusivo. E depois que ela consegue se desvencilhar deste marido ela começa a fazer terapia em grupo com outras mulheres para tentar superar o trauma dos anos de abuso.

Entretanto a terapia que parece ajudar as outras mulheres do seu grupo parece não surtir nenhum efeito para ela então um dia numa conversa com uma das orientadoras ela ouve o que ela precisava a mulher diz para ela que ela mesma tem que encontrar o caminho para a própria cura e que só ela tinha essa resposta. Com isso na cabeça ela deixa a clínica onde está vivendo, volta para casa e consegue um dinheiro e sai… de cidade em cidade ajudando mulheres que estão em relacionamentos abusivos a deixarem os seus maridos.

A forma com que ela ajuda essas pessoas é que é bastante inusitada. Ela se torna uma espécie de justiceira. Ela aprende sozinha a lutar krav magá e vive uma vida solitária de justiceira onde ela espanca o abusador colocando ele no lugar de suas vítimas. Numa das primeiras cenas do filme vemos Sadie sentada numa casa esperando alguém, quando este alguém finalmente chega… vemos que é um homem de meia idade, de terno e gravata ele chega em casa e vemos uma mulher com o braço quebrado, e mesmo com o braço quebrado é ela quem tem que tirar o paletó dele… então ele vai até Sadie e se desculpa pela estúpida da mulher ter esquecido de avisá-lo que ela tinha marcado algo com ele.

Sadie então diz a ele que ele vai naquele mesmo dia transferis 75% do dinheiro dele para a esposa e que ele vai pegar as coisas dele e vai embora e nunca mais vai incomodar a mulher, os filhos ou qualquer pessoa ligada à eles. Caso contrário ela vai voltar naquele lugar e matar ele. Bem assim. O cara, um abusador parte para cima dela e já toma uma cabeçada no meio da cara… e então mostra uma nova cena, ele todo estrupiado assinando a transferência do dinheiro e dos bens para a mulher e indo embora da casa. Sadie ainda diz para ele que ela espera que ele volte a aparecer porque ela quer muito matá-lo. A mulher agradece a Sadie e ela vai embora.

Algumas horas depois, no seu quarto barato de hotel vemos a rotina dura, e crua e desesperadora dos dias de Sadie. Ela treina, ela se prepara, ela come e ela tem crises de choro e desespero se lembrando dos seus próprios traumas e perdas. O filme não economiza nas cenas de violência, não economiza em mostrar a realidade do que é passar pelas situações de violência e como é difícil quebrar a cadeia do trauma. Chega a parecer um documentário de uma vida destruída pela violência, pela tortura.

Ele quer mostrar bem as cicatrizes físicas e emocionais que anos de abuso podem causar numa pessoa. E ao mesmo tempo, sem esconder toda a crueldade do mundo real, o filme procura mostrar que no final das contas nós somos os protagonistas da nossa história e que cabe a nós mesmos escolhermos se queremos continuar sendo vítimas ou nos erguermos e nos defendermos. O filme é dirigido pela estreante Sarah Daggar-Nickson, uma diretora australiana. Anotem o nome dela aí porque eu gostei pra caramba do trabalho dessa moça, a linguagem que ela usa, os movimentos de câmera a fotografia do filme… tudo é muito bacana.

É um filme que todo mundo deveria ver. A violência doméstica é um monstro conhecido que ocorre muito próxima de nós. Quem aqui não conhece dentro do seu círculo social uma pessoa que sofreu ou sofre violência doméstica? Talvez muitas pessoas tenham vivido esta realidade. Para estas pessoas este filme certamente vai vir como um soco no meio da cara. Então eu recomendo pra caramba esse filme para vcs. É um filme pesado, é triste, vai embrulhar o estômago de alguns de vc. Não é filme para fracos de espírito. Mas é um filme essencial… aqueles que resolverem assistir, eu peço por favor que deixem suas impressões nos comentários aqui no blogue, vamos conversar um pouquinho sobre ele.

Vou terminando este post por aqui… Espero que vcs tenham curtido o texto de hoje. Caso tenham gostado, deixem um comentário. Bora interagir. Se vc tem um blogue também deixe aí o seu link para eu conhecer seu trabalho. É sempre bacana conhecer o trabalho de outros escritores e fazer novos amigos. E eu acho que é isso aí, amanhã como sempre estaremos de volta com mais uma postagem.

Abraços, Shao