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Fala terráqueos como vão vcs??? Eu tô legal… Quinta-feira é o nosso dia de falar de séries certo? Certo! E eu não sei se eu comentei com vcs mas eu assinei a HBO GO (que é um serviço de Streaming da HBO similar aos serviços da Netflix e que vc pode testar por 30 dias para vc ver se curte) porque eu queria assistir ao Documentário “Leaving Neverland” sobre novas acusações de pedofilia contra o falecido Pop Star Michael Jackson.

Mas durante estes 30 dias deu para explorar bastante o catálogo da HBO que por sinal é bem bacana… e eu só não vou continuar com a assinatura por hora porque meus irmãos preferem o catálogo da Netflix. Mas eu curti pra caramba especialmente as séries documentais da HBO, e fora o documentário eu já resenhei aqui para vcs duas dessas séries… uma foi “The Act” e a outra foi “The Jinx” que trata de dois crimes reais. Sem falar no carro chefe da emissora que é “Game of Thrones”.

Mas “Game of Thrones” tem várias temporadas e episódios longos, eu atualmente não tô com tempo de fazer uma maratona em menos de trinta dias… Então eu fiquei apenas com séries mais curtas e a terceira série que eu assisti e que é a série sobre a qual vamos falar hoje é “Gentleman Jack”. Também é uma série baseada em fatos reais. Entretanto não é uma produção original da HBO ela é uma produção Britânica da BBC One se eu não me engano e conta a história de Anne Lister, que foi uma proprietária de terras, alpinista e exploradora britânica que viveu entre 1791 e 1840 na Inglaterra e que foi uma das primeiras mulheres na Inglaterra (ou a primeira, não sei exatamente) a viver “abertamente” diversos relacionamentos gays com outras mulheres numa época em que as mulheres sequer eram consideradas cidadãs.

O nome da série “Gentleman Jack” é uma expressão depreciativa da época, bem como “Jack the Lass” que era como a população da época chamava Anne Lister pelas costas na cidade de Halifax que era uma cidade rural na época. Onde ela sofria bullying de toda a cidade por ser gay. A parte mais interessante da história é que essa personagem histórica não é amplamente conhecida porque sua existência foi escondida e abafada pela própria família. Que haviam encontrado seus diários por volta de 1890 mas que meio que escolheu não falar dela e esconder esses diários (aliás teve uma galera que quis tacar fogo nos diários) que foram redescobertos apenas em 1933.

E nesses diários (são 26 volumes, contendo mais de quatro milhões de palavras e escritos em código – um código criado pela própria Anne Lister – e decodificado por John Lister e seu amigo de faculdade Arthur Burrell – John foi quem decidiu esconder os diários então para poupar o nome da família do escândalo…) Anne Lister conta em detalhes a sua vida e seus amores. E também coisinhas cotidianas do dia a dia da Inglaterra do seu tempo. Ou seja, os diários de Anne Lister são documentos históricos importantes porque refletem não só a vida de uma mulher gay na sociedade misógina da época… mas refletem toda essa sociedade em si. E… olha só crianças, a sociedade de então não é tão diferente da sociedade na qual vivemos hoje.

Claro que a série da HBO é bem romantizada e não é extremamente fiel à história porque né… tem que ter audiência então os escritores e produtores tem que enfeitar e adaptar alguns detalhes para criar o interesse do público. Mas não deixa de ser uma série bacana especialmente por todas as questões que ela levanta. E a personagem mostrada na série é bem bacana também, Anne Lister foi uma mulher aparentemente à frente do seu tempo… eu fico imaginando se uma mulher dessas tivesse nascido agora em pleno século XXI o que mais ela não teria feito? Quais outros patamares ela teria alcançado? Com todas as limitações que a sociedade da época lhe impôs ela ainda realizou coisa pra caramba… ela viveu do jeito que quis porque ela era uma pessoa que não se conformava com esse papel que lhe era imposto. Quebrou a cara pra caramba mas não desistiu.

Ahhh e antes que eu me esqueça… as duas atrizes que fazem os dois papéis principais são muito boas. O papel de Anne Lister foi interpretado maravilhosamente pela atriz vencedora do BAFTA de melhor atriz de 2016 Suranne Jones, que eu já conhecia de outra série da BBC que vale a pena vcs conhecerem se quiserem que se chama “Doctor Foster”. E eu deixo aqui a minha recomendação se vcs quiserem assistir mais esta série da HBO que é bem bacana. E o papel de sua amada Ann Walker é interpretado por uma atriz que eu ainda não conhecia, primeiro trabalho dela que é a atriz Sophie Rundle, mas ela manda muito bem também… especialmente nas cenas mais dramáticas onde ela alterna entre cenas extremamente tristes nas quais ela se acaba de chorar e cenas de crises nervosas em que vc pensa, pelamor interna essa mulher no hospício!!! Tão de parabéns as duas atrizes. 

Minha assinatura experimental da HBO Go acabou ahahahaha então eu não vou pode ver mais séries e documentários deles por hora, uma pena… eu aliás tô pensando seriamente em mais adiante, quando sobrar uma graninha eu assinar de vez o stream e maratonar todas as temporadas de “Game of Thrones”.

Vou terminando este post por aqui… Espero que vcs tenham curtido o texto de hoje. Caso tenham gostado, deixem um comentário. Bora interagir. Se vc tem um blogue também deixe aí o seu link para eu conhecer seu trabalho. É sempre bacana conhecer o trabalho de outros escritores e fazer novos amigos. E eu acho que é isso aí, amanhã como sempre estaremos de volta com mais uma postagem.

Abraços, Shao