filosofando

Fala terráqueos como vão vcs??? Eu tô legal… Eu tô de boas em casa no meu primeiro dia de férias e o que eu fiz até agora? Eu dormi até tarde, eu descansei, eu escrevi um pouco e eu vi filmes, vídeos na Netflix e no YouTube… almocei, tomei meus remédios e agora estou escrevendo mais um pouquinho.

Eu assisti alguns programas de reportagem que geralmente passam no final da manhã e que eu geralmente não tenho a oportunidade de assistir porque estou no trabalho. Mas Shao vc não disse que dormiu até mais tarde? Eu geralmente acordo às cinco e meia da manhã. Para dar tempo de fazer tudo que eu tenho que fazer e não chegar atrasada no trabalho… hoje eu acordei umas nove e meia da manhã. Então… nove e meia é acordar tarde para mim… Mas ainda é relativamente cedo para a maioria dos seres humanos.

E eu assisti ao “Morning Show” da Jovem Pan no YouTube e eles entrevistaram o Roberto Cabrini (eu vou deixar o vídeo do programa aqui embaixo para vcs assim que eles liberarem no YouTube) e eles falaram para caramba sobre como as coisas estão polarizadas na política mundial hoje em dia e como os jornalismo e os jornalistas estão cada vez menos isentos.

Quem acompanha o programa “Morning Show” sabe dos bate bocas homéricos que acontecem no programa por conta dos debates dos participantes do programa, alguns curtem mais a ideologia de esquerda, outros a de direita… e muitas vezes por conta das coisas que eles acreditam, e por defenderem demais os seus ideais políticos eles acabam perdendo o foco de o que é realmente importante na transmissão da notícia.

O papel do jornalista é passar a notícia e formar opiniões. Mas cada vez vemos mais os repórteres apresentando apenas um lado da história, o lado que é aquele que mais esteja de acordo com o seu viés político, suas crenças filosóficas e tal… deixando assim a sua opinião particular interferir nessa sua função de formadores de opinião. E o Cabrini falou exatamente sobre isso, ele disse que se ele não consegue se distanciar e afastar as opiniões particulares dele na hora que ele está fazendo uma reportagem ou uma entrevista ele prefere sequer seguir adiante com o trabalho porque não seria correto, não seria ético.

Fala-se aliás muito em ética de uns tempos para cá mas, vive-se a ética muito pouco. Especialmente no mundo jornalístico. Temos diversos jornais, matérias onlines que são claramente posicionados, mais para a direita, mais para a esquerda, mais para o centro e tal… e tempos muito pouca neutralidade.

Claro que quando falamos de reportagens, de documentários… a peça produzida sempre vai refletir de alguma forma a opinião do repórter ou a do diretor no caso do documentário. Mas, se o repórter ou o diretor tem a intenção de informar, não pode contar apenas um lado da história. Aquele lado com o qual ele concorda. Ele tem que mostrar os dois lados da moeda e deixar o público decidir, tirar suas próprias conclusões. E essa não é muito a realidade da coisa no momento.

E foi bacana ver o Roberto Cabrini que é um repórter respeitadíssimo falar isso em alto e bom som quando a maioria dos repórteres de renome preferem se calar e abraçam a linha editorial das empresas para as quais trabalham para não ficarem desempregados ou fora das telas. É um momento confuso das notícias no Brasil, eu espero que saiamos logo dessa confusão e que nos tornemos mais fortes diante desse momento de aprendizado.

Vou terminando este post por aqui… Espero que vcs tenham curtido o texto de hoje. Caso tenham gostado, deixem um comentário. Bora interagir. Se vc tem um blogue também deixe aí o seu link para eu conhecer seu trabalho. É sempre bacana conhecer o trabalho de outros escritores e fazer novos amigos. E eu acho que é isso aí, amanhã como sempre estaremos de volta com mais uma postagem.

Abraços, Shao