solitario

Fala terráqueos como vão vcs??? Espero que vcs estejam bem! Antes de mais nada se vc está lendo este texto no Facebook Clica no link aqui embaixo para ler o texto completo. Eu tô legal… Todo mundo, depois de uma certa idade já se perguntou na vida, será que a criança que eu era teria orgulho do adulto que eu me tornei? Eu acredito que sim, eu inclusive acho que escrevi um texto aqui no blogue sobre isso. Eu procurei mas não encontrei o post, mas se vcs vasculharem os arquivos tenho certeza que vão encontrar.

Mas voltando ao tema… a maioria das pessoas que já passaram dos trinta ou quarenta anos, já pararam para fazer esta pergunta. Quando eu parei para me perguntar isso a resposta foi bem simples… Sim! Depois de passar tudo o que eu passei, e ter chegado onde eu queria, eu acho que a criança que eu era teria sim orgulho da adulta que eu me tornei. Mas, temos algumas outras questões que vem me atormentando ultimamente… Tais como, dessa criança que eu era, o que restou? Será que ela ainda existe ou será que conforme os anos foram passando e eu fui crescendo esta criança deixou de existir? Será que ela morreu? Ou pior, será que eu a deixei morrer… propositadamente?

E o que diachos as pessoas querem dizer com a frase “não deixe a sua criança interior morrer”? Acho que tem a ver com você não perder aquele idealismo, o jeito que as crianças vem o mundo, como se tudo fosse possível, como se não existissem limites para as coisas que sonhamos. Como se a qualquer momento pudéssemos estender as nossas mãos e alcançá-los. Porque conforme a gente vai crescendo infelizmente a gente vai perdendo isso não é mesmo.

E o que desencadeou esta corrente de questionamentos para mim, foi uma frase que eu li esses dias, e depois uma pergunta que me fizeram. Eu li uma daquelas frases de Instagram que dizia assim: Todo mundo já passou por algo que nos modificou tanto que não foi mais possível voltar a sermos a pessoa que éramos antes. Eu já passei por vários algos… vários tombos… e enquanto eu me esforçava para me reerguer eu aprendia coisas novas e ia me tornando uma pessoa diferente, e cada vez que eu conseguia me reerguer, a pessoa que se encontrava ali ainda em pé diante da vida já não era mais a mesma pessoa.

Coincidentemente ou não, nessa mesma semana que eu li esta frase uma pessoa me disse que eu tinha mudado muito nos anos que nos conhecíamos que eu simplesmente não era a mesma pessoa. E essa pessoa me conhece desde criança, e ela me perguntou onde estava aquela criança ou aquela adolescente que ela costumava conhecer.

Eu disse que não sabia, eu literalmente disse: Não sei, talvez ela não exista mais. O que eu quis dizer é que a gente cresce, amadurece, muda. Aí a pessoa vem e começa a me passar o maior sermão dizendo que a gente não pode deixar a nossa criança interior morrer e blábláblá… Eu não deixei a minha criança interior morrer gente… Em muitos sentidos da vida, eu ainda encaro a vida da mesma forma como eu acreditava quando eu tinha meus dez, doze anos… em outros eu vejo que minhas certezas eram bem bobas e ingênuas, certas coisas a gente só entende por completo depois que a gente cresce, enquanto somos crianças temos uma visão mais idealizada das coisas e das pessoas.

Eu acho que quando a pessoa deixa sua criança interior morrer ela se torna um adulto amargo, resmungão, aquele tipo de pessoa que só reclama, só atrai coisa ruim pra vida dele. Aquela pessoa que ninguém tem prazer de ter por perto porque a pessoa está sempre lá embaixo e se vc deixar ela arrasta vc com ela. E atenção gente, quando eu falo de manter viva a criança anterior não tem nada a ver com ainda gostar de brinquedos, jogar videogame, ser irresponsável, nada disso… Ahhh eu gosto de desenho animado, videogames antigos, eu não deixei minha criança morrer. Não é isso…

Memos se vc gosta de videogames e brinquedos e cartoons, animes e afins… e é uma pessoa chata, ranzinza que só vive reclamando e afasta as pessoas de vc… Desculpe, mas vc deixou sim sua criança interior morrer. Mas não se preocupe, ainda existe salvação para vc… Tente ficar um tempo sem reclamar da vida. Sem ver tudo por um ângulo ruim e sem jogar a culpa da sua infelicidade nas costas de outras pessoas. Tente plantar coisas boas e vc vai ver como as coisas vão mudar para vc. A gente planta o que a gente colhe, se plantamos amigos colhemos amigos, se plantamos amor colhemos amor. Agora se plantamos inimizades e ódio será isso mesmo que colheremos.

Eu ainda acredito em seguir os sonhos e fazer o possível para realizá-los. Eu acredito que devemos sempre tentar sermos pessoas melhores e deixar o mundo que vivemos melhor. Mas muita coisa que eu queria (ou achava que queria), que eu sonhava eu hoje já não quero mais. A nossa perspectiva de vida muda quando a gente cresce. Então, não… a minha criança interior não morreu, ela apenas cresceu. Mas acredito que os pedacinhos mais importantes dela ainda existam lá dentro de mim nalgum lugar. E eu pergunto a vcs que estão lendo este texto. Como vai a criança interior de vcs?

Vou terminando este post por aqui… Mas… antes de terminar este post eu vou fazer um pouco de propaganda do meu novo blogue o “Estante da Shao”. Cliquem no link conheçam meu trabalho, meus textos, meus contos, meus poemas. Toda a sexta-feira teremos texto novo e inédito para vcs… Ou um conto ou um poema, ou de repente um trecho de uma história que eu esteja escrevendo. Participe e divulgue esse meu novo projeto se vcs curtirem…

See you guys around the corner
Shao