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Fala terráqueos como vão vcs??? Espero que vcs estejam bem! Antes de mais nada se vc está lendo este texto no Facebook Clica no link aqui embaixo para ler o texto completo. Eu tô legal… Eu tô morrendo de sono, o que eu mais queria hoje era chegar em casa depois do trabalho, tomar um banho e dormir até amanhã de manhã. Eu sei que vcs estão lendo este post num domingo mas eu estou escrevendo este texto numa quinta e amanhã ainda é sexta, ainda é dia de trabalhar. Final de semana chegando e eu tenho um monte de coisa para fazer esse final de semana.

Hoje eu tirei o dia para fazer duas coisas, escrever… e descansar, eu não vou estudar hoje, eu tinha que sair de casa para fazer umas coisas, eu tinha que ir na academia resolver uns pepinos, mas eu estou tão cansada hoje… tô cansada faz uma semana hahahahaha. Mas nem era de nada disso que eu queria falar. Hoje é dia de causos, então bora contar um causo pra vcs certo? Se vcs se lembram, semana passada eu contei para vcs o caso da minha mãe fingindo que era uma bruxa e assustando a molecada na rua da minha vó (caso vcs não tenham visto e quiserem ler cliquem aqui).

Mas não eram apenas criancinhas indefesas que sofriam com os sustos da minha mãe. Gente adulta também hahahaha. E a vítima da vez adivinhem quem foi? Eu mesma… hahahahaha. Na época eu cursava o ensino médio à noite, e um dia eu fui assaltada na estação do metrô, o cara veio e levou meu relógio. Daquele dia em diante minha mãe resolveu que ela ia à noite (tarde da noite, quase meia-noite) me esperar no ponto de ônibus.

Eu não sei porque cargas d’água ela resolveu fazer isso porque meu caminho de volta da escola era assim. Eu saia da escola e andava um pedaço imenso da escola até a avenida onde eu pegava um ônibus, descia no metrô, andava uma passarela atravessando a estação de um lado para o outro e pegava outro ônibus que passava na rua de trás da minha, daí eu tinha que andar mais uns 300 metros para chegar em casa. E ela queria ir me esperar nesse ponto que ficava a 300 metros da minha casa e os ladrões me assaltaram no trecho da passarela do metrô que eu tinha que atravessar à pé…

Mas enfim, eu não discuti, ela disse que ia me esperar no ponto, beleza. Só que, como eu disse… era tarde. Então, na primeira noite que ela deveria estar me esperando. Eu fiz toda a minha via crucis e quando o segundo ônibus estava chegando no ponto onde eu ia descer, eu já olhei pela janela para ver se tinha alguma pessoa suspeita no ponto. E quando eu olho… tinham uns quatro caras… moleques, deviam ter uns 15 ou 16 anos encolhidos num canto do ponto e no outro canto… uma mulher doida, descabelada, com um xale preto enrolado na cabeça e uma saia velha toda rasgada e uma faca na mão e falando sozinha e gesticulando.

E a molecada obviamente assustados com a criatura lá e encolhidos no canto do ponto. Eu pensei… affe, olha a doida, eu vou descer rapidinho do ônibus, vou atravessar a rua no farol (aqui em São Paulo a gente chama o semáforo de farol tá? Caso vc não seja de São Paulo… só pra deixar esse ponto bem claro, que o ponto de ônibus era bem perto do semáforo e tinha uma faixa de pedestre…) e vou correndinho me mandar pra bem longe dessa doida.  Era só o que me faltava, num dia me assaltam, no outro uma doida me esfaqueia…

Aí eu fiz exatamente como eu tinha planejado. Ajeitei bem a mochila nas costas, mal o ônibus abriu a porta eu desci correndo e já ia sair correndo pra atravessar a avenida quando de repente eu ouço um: “Psiu! Ceres!” numa voz e num tom deveras conhecido. Eu parei abruptamente e me virei e olhei… e eis que a doida da faca, vem andando em minha direção… e era a minha mãe… toda fazendo cosplay de mendiga doida na rua. Eu viro pra ela incrédula e pergunto: “Mãe??? É vc???”( eu tinha que ter certeza né gente?). Ela vira para mim e tira o xale da cabeça e diz: “Claro que sou eu besta, eu não disse que ia vir buscar vc no ponto?”. Naquele momento da minha vida eu até já tinha me esquecido que ela disse que ia me esperar no ponto.

“E pra que essa roupa? E essa faca??? Tá parecendo uma doida, me deu o maior susto!”. Ela olha pra mim com aquela cara de quem tá falando com uma pessoa de raciocínio bem lento. “Eu tô vestida assim de propósito pras pessoas acharem que eu sou doida mesmo, e a faca é pra se algum vagabundo quiser tentar a sorte. Vc acha que eu ia sair de casa meia noite e ficar esperando na rua no ponto de ônibus vestida normalmente? Aí eu também seria assaltada.”  – aí eu: “Ah tá… é… faz sentido hahahahahaha.” E fomos as duas para casa. Sério, eu jamais teria tido essa ideia, esse raciocínio que a minha mãe teve… E eu juro pra vcs que é tudo verdade! Não tô inventando uma vírgula! Ela fez mesmo isso… 

Vou terminando este post por aqui… espero que vcs tenham curtido a história. Mas… antes de terminar este post eu vou fazer um pouco de propaganda do meu novo blogue o “Estante da Shao”. Cliquem no link conheçam meu trabalho, meus textos, meus contos, meus poemas. Toda a sexta-feira teremos texto novo e inédito para vcs… Ou um conto ou um poema, ou de repente um trecho de uma história que eu esteja escrevendo. Participe e divulgue esse meu novo projeto se vcs curtirem…

See you guys around the corner
Shao