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Fala terráqueos, como vão vcs? Eu espero que estejam bem. Eu tô legal! Caso vcs estejam lendo isso no Facebook… sejam legais e cliquem no link abaixo para ler o texto completo e não só o comecinho do primeiro parágrafo. Mas como sempre nem era disso que eu queria falar… pra variar né Shao?! Pois é… mas eu sei que vcs já estão acostumados com isso… Então bora pro assunto. Esses dias eu estava conversando com meus irmãos e meus amigos sobre caridade… Sobre como muitas vezes somos seletivos para sermos ‘bons’.

Como assim tia Shao? Bom… é simples… quer dizer, nem tanto hahahaha. Jean Jacques Rousseau acreditava que o homem era bom por natureza. Euzinha, que não sou tão inteligente nem tão famosa… acredito exatamente no oposto. Que o homem mau por natureza. Quer dizer, o homem é um animal e por conseguinte como qualquer animal guiado por seus instintos, uns mais outro menos. Mas o homem é naturalmente mau. Vejam bem, eu não sou ninguém para querer debater com Rousseau hahahaha. É só a minha opinião.

Então, o homem sendo mau e egoísta por natureza. Claro que ele em geral vai procurar sempre se beneficiar em qualquer situação. Com relação à caridade e à fazer o bem para o próximo… Eu cresci ouvindo coisas assim, se vc quer fazer o bem comece dentro de casa com sua família. O que eu acho certo… o seu lar é seu primeiro núcleo social. É em tese, um microcosmo da sociedade em que vivemos. Mas depois conforme eu fui crescendo o discurso de certas pessoas com as quais eu convivia mudou… Passou a ser assim… ahhh vc tem que primeiro fazer o bem pra sua família, se sobrar vc faz para os outros. E eu nunca concordei muito com isso.

Alguns nichos cristãos tem uma postura semelhante, se vc quer fazer o bem faça para os irmãos da igreja… não para os infiéis (não era bem essa a palavra que eu estava procurando, mas vá lá), não para os não cristãos… novamente eu nunca concordei muito com isso… Porque como diz aquele velho ditado, há que se fazer o bem sem olhar a quem certo? A própria bíblia diz isso, conforme vcs podem ver na imagem que eu deixei destacada no início do post.

Já aconteceu comigo coisas estranhas por conta disso. Por exemplo… uma vez por ano eu tento (esse ano eu não tive tempo ainda… vou tentar fazer isso essa semana ainda) fazer uma limpeza no meu guarda-roupas. Eu tiro tudo para fora, para dar aquela reorganizada e sempre nessa brincadeira, vai embora, uma ou duas sacolas com aquelas roupas que ou vc não usa mais por diversas razões ou que já não é mais roupa… é um farrapo, aquela camiseta furada que vc ama usar pra dormir no verão e tal. E toda a vez que eu faço isso, na semana seguinte eu geralmente doo essas roupas. Não as farrapas, essas viram pano de chão paninho de limpeza… as que eu não quero mais, mas que estão novinhas… eu só enjoei delas, ou elas não servem mais…

Ano passado eu perdi bastante peso e tive que me desfazer de um monte de roupas que ficaram extremamente largas em mim… eu emagreci bem pouco esse ano, mas algumas roupas já estão largas… não tanto que me façam parecer uma doida hahahaha, mas… jaja vou ter que me desfazer delas também. E várias vezes que eu fiz isso… que eu separei essas roupas para doação eu tive que ouvir de gente da minha família. Ahhhh porque vc não me ligou e disse que tava se desfazendo pra eu ver se eu não queria alguma coisa? Vc vai dar ‘para os outros’ em vez de dar para mim que sou seu parente? E se eu estiver precisando? Vc nem se preocupa comigo! E a minha favorita… Vc sabia que a caridade começa dentro de casa? Pois é… imaginem a minha cara de desgosto…

E claro que geralmente a pessoa não está precisando de nada. Geralmente ela pega aquelas suas roupas e dá pra aqueles seus primos que vc não suporta porque vc  sabe que não vale nada, e que também não tá precisando. E a pessoa fica ofendida quando vc simplesmente pega as suas coisas e doa para outras pessoas, que não tem um pingo de sangue só porque não tem seu sangue. Não interessa se a pessoa realmente esteja precisando daquilo, se na vida daquela pessoa aquela doação sua vai realmente fazer uma diferença enorme.

Quer dizer, para mim em tese, tanto faz pra onde vai, pra quem vai, já que eu não quero mais aquelas roupas. Mas, eu fico feliz quando é direcionado para uma pessoa que realmente esteja precisando daquilo. Se eu levo essas doações na igreja é quase certo que essas doações vão parar na mão de pessoas que estão desempregadas, ou passando por algum momento de dificuldade na vida e nem tem condições de comprarem roupas novas. Às vezes a pessoa precisa de uma camisa, uma calça social uma roupa mais formal para, sei lá, procurar um emprego e não tem condições de comprar. Final de ano chegando as pessoas não tem uma roupinha mais nova para ir nas confraternizações… enfim, este é só um exemplo…

A questão do post nem é essa. A questão do post é… pessoas questionando a sua forma de fazer alguma coisa boa para o seu semelhante… simplesmente porque o semelhante que está se beneficiando daquela boa ação não é ela!!! Deus me perdoe mas olha… esse mundo tá de pernas pro ar mesmo viu! As pessoas querem ditar, determinar tudo o que vc faz. Querem até mesmo coordenar a forma que vc escolhe de praticar boas ações! É complicado… e me deixa extremamente chateada essas coisas.

As pessoas tomam tanta conta da sua vida que aquele ditado que diz quando vc for doar alguma coisa ou fazer uma boa ação que a sua mão esquerda não veja o que vc fez com a sua mão direita, ou seja, não fique espalhando e se gabando, ahhh eu fiz isso, eu fiz aquilo… fica na moita. Mas as pessoas tomam tanto conta da sua vida ultimamente que é impossível ninguém ficar sabendo que vc fez alguma coisa. Ahhh Shao é só não postar nas redes sociais… não adianta. Porque usando o mesmo exemplo dos parágrafos acima, se vc vai doar umas roupas, vc sai de casa com uma sacola, seus vizinhos vão ver, daí vc mora há trocentos anos naquele lugar e os vizinhos conhecem sua família e falam pros seus parentes… ai menina eu acho tão bonito que seus sobrinhos/netos/primos doam as roupas deles todos os anos.

Ou então quando isso não acontece seu parente tá passando na rua e vê vc na garagem, ou vê vc quando vc tá na igreja do bairro, ou então alguém lá da igreja conta pra eles. Acreditem em mim a boca do povo e a fofoca são muito mais eficientes que qualquer rede social para espalhar o que vc anda fazendo, quando vc anda fazendo e com quem vc anda fazendo qualquer coisa na sua vida. Mas isso de vizinho e parente fofoqueiro é tema pra outro post. O importante é a gente focar no que realmente importa para mesmo com todos esses tropeços a gente não deixar de fazer coisas boas por causa dos outros, das opiniões dos outros. 

Vou terminando este post por aqui… Mas… antes de terminar este post eu vou fazer um pouco de propaganda do meu novo blogue o “Estante da Shao”. Cliquem no link conheçam meu trabalho, meus textos, meus contos, meus poemas. Toda a sexta-feira teremos texto novo e inédito para vcs… Ou um conto ou um poema, ou de repente um trecho de uma história que eu esteja escrevendo. Participe e divulgue esse meu novo projeto se vcs curtirem…

See you guys around the corner
Shao