magczlam3z2kj93qtabj

Fala terráqueos, como vão vcs??? Primeiro dia de dezembro amiguinhos. O que quer dizer que em menos de trinta dias o ano chegará ao seu fim. Vcs acham que 2017 passou depressa? Para mim passou voando! Já disse isso aqui em outros posts mas talvez seja porque este ano foi bem ocupado, um monte de coisas para fazer. Falando em coisas para fazer 48 posts agendados… legal né?

Então vejamos, estou escrevendo este post num sábado em outubro e vcs o estão lendo numa sexta em dezembro… Uau o ano foi embora né? Eu estou tentando deixar posts agendados até final de dezembro… não sei se eu vou conseguir, eu teria que escrever tipo 30 posts e eu não sei se eu tenho inspiração para escrever tanto, e nem vou ter tempo, entonces, vamos continuar no ritmo, escrevendo dois ou três posts por dia e aumentando aos pouquinhos a quantidade de posts aqui no blogue.

Mas como sempre nem era disso que eu queria falar hoje? Esses dias eu estava conversando com meus irmãos e aqui em casa a gente está tentando diminuir o número de palavrões que a gente fala… a gente tava muito boca suja. Estamos diminuindo. De vez em quando escapa uns ainda mas uma hora a gente consegue vencer o vocabulário chulo. Engraçado que enquanto minha mãe era viva a gente nem sequer falava palavrão. A gente ouvia e conhecia um monte de palavrão. Mas a gente não falava. Eu especialmente. Talvez seja uma espécia de rebeldia tardia… não sei… Mas o importante é que eu estou tentando me corrigir.

Isso entretanto me lembra a primeira vez que meus irmãos falaram palavrão. Eles de verdade não xingavam nem falavam palavrão quando eram pequenos. Imagino eu porque eles foram criados em maioria por duas mulheres, evangélicas… palavrão não fazia muito parte do nosso vocabulário. E eu digo muito porque minha mãe soltava uns cabeludos de vez em quando quando, especialmente quando ela estava com muita raiva ou muito nervosa com alguém ou alguma coisa. Mas no geral… num dia comum a gente sequer ouvia palavrão dentro de casa.

Acontece que a gente estava criando dois meninos… num mundo extremamente machista. Então chegou a hora que eles estavam numa idade onde a graça da molecada era falar palavrão e como eles não falavam palavrão eles começaram a ser muito zoados na escola por conta disso (e de outras coisas… uma coisa que a gente tem que saber é que criança sabe sim ser cruel) mas, acontece que a filosofia da minha mãe era aquela clássica ‘vc não é todo mundo’.

Então na visão da minha mãe (e hoje eu vejo o quão correta ela estava) eles não tinham nada que aprender a falar palavrão como os outros moleques porque não era esta a criação que ela estava dando para eles. Acontece que eu era adolescente e quando vc está nesta faixa etária vc sente aquela necessidade de ‘se encaixar’ então eu entendia eles ficarem chateados quando eles eram zoados porque enquanto a molecada falava um monte de palavrão as ofensas que eles sabiam se resumiam a ‘bobo’ e ‘feio’!

Então um dia eu fiquei morrendo de raiva quando um deles chegou em casa meio chorando porque zoaram pesado com ele na escola porque eles não sabiam falar palavrão, não sabiam xingar, que eu resolvi ensinar eles hahahahahaa. Veja bem, eu sou de outra época… apesar de termos a mesma mãe e a nossa educação ser bastante similar eu cresci nos anos oitenta, época que a gente no final de semana saía de casa de manhã para brincar com a molecada  na rua e voltava para casa só quando a noite vinha caindo, com uma mãe católica não praticante, que bebia, fumava e adorava uma festa, um baile e tinha seus vinte e poucos anos. Eles foram criados nos anos 2000, dentro do condomínio, ou em parques que eu levava, ou em casa jogando videogame, pela mesma mãe, mas agora com seus quase quarenta anos, evangélica, que não fumava mais, não bebia, não ia mais pra balada e sim para a igreja todo final de semana.

Então, eu posso dizer que na mesma idade deles, eu era bem mais ‘moleca’ que eles. Daí eu peguei os dois e perguntei do que os moleques tinham xingado eles e então eu ensinei um monte de palavrão pra eles… tipo… ‘olha, quando o moleque chamar vc disso, vc diz isso e isso e mais isso…’ e eles eram tão inocentes que eles achavam graça e às vezes eu tinha que explicar os palavrões para eles, o que exatamente eles queriam dizer. Eu não sei se eles lembram disso hahahahaha. Mas hoje em dia, certeza que eles sabem muito mais palavrões que eu… parece que o jogo virou hahahahaha.

A parte engraçada dessa história (quer dizer, é engraçada hoje porque no dia não foi nada engraçado) é que bem na hora que eu estava ensinando as palavras torpes para meus irmãos pequenos a minha mãe chegou do trabalho e me pegou no pulo hahahahaha. Nossa, mas eu apanhei aquele dia… Minha mãe raramente batia na gente, a gente tinha que tirar ela muito do sério pra ela dar umas chineladas na gente. Hoje é lei da palmada isso, palmada aquilo… tem todo um movimento anti-palmada e tal e teoricamente eu concordo. Mas, eu sinceramente não acho que umas palmadas de leve deixem marcas e traumas profundos na psiquê da criança. Entretanto melhor castigar tirando uma coisa que ela gosta por um determinado período de tempo do que bater… dói mais ficar sem videogame, celular ou o que quer que a criança mais goste de fazer.

Mas aquele dia eu apanhei da minha mãe, tomei umas boas hahahahahaha. Aliás acho que foi a última vez que ela me bateu na vida. Depois daquilo acho que eu não dei mais razões para ela enfiar a chinelada em mim… Depois que eu apanhei, depois que ela estava mais calma ela veio me dar ainda bronca e eu expliquei pra ela a situação da escola, dos moleques, que era para eles se defenderem… que eles tinham que saber xingar de volta. Ela então pensou, e pensou… daí ela concordou comigo… Mas aí até então meus amigos eu já tinha apanhado hahahahahaha.

Mas hoje eu tenho a mesma idade que minha mãe tinha na época e eu entendo o ponto de vista dela e eu concordo com ela. A gente não tem que ensinar a criança a ser igual aos outros, deve haver outra forma de a gente ensinar as crianças a se defenderem sem ofensa… Bom, essa é a história de hoje. 

Vou terminando este post por aqui… Mas… antes de terminar este post eu vou fazer um pouco de propaganda do meu novo blogue o “Estante da Shao”. Cliquem no link conheçam meu trabalho, meus textos, meus contos, meus poemas. Toda a sexta-feira teremos texto novo e inédito para vcs… Ou um conto ou um poema, ou de repente um trecho de uma história que eu esteja escrevendo. Participe e divulgue esse meu novo projeto se vcs curtirem…

See you guys around the corner
Shao