bolinhas

Fala galera, beleza??? Eu estou bacana e vcs? Ainda e domingo para mim e eu acordei relativamente cedo, umas dez da manhã e eu tomei um banho demorado, lavei o cabelo, e perdi um tempão cuidando dos meus pés e dos meus tornozelos…

Cuidei das minhas unhas dos pés, das mãos, passei um creme nos pés… eu preciso seriamente tomar mais conta dos meus pés, se vcs jogarem no Google doenças de pés diabéticos vcs vão ver do que eu tô falando. A pele de uma pessoa com diabetes fica ressecada para caramba, por isso a gente tem que tomar muita água e passar creme e o caramba para evitar que a pele rache, que apareçam algumas infecções alergias… um machucadinho nos pés ou pernas pode virar uma ferida gigantesca.

Eu tinha que fazer isso mais vezes mas geralmente eu não tenho tempo… então pelo menos uma vez por semana no final de semana eu tiro um tempo para fazer isso. Não é o bastante eu sei… por causa disso meus pés estão sempre ressecados. E eu morro de medo de machucá-los, mas é o melhor que eu posso fazer por enquanto.

Mas eu não quero falar das complicações da vida hoje… vamos falar de tempos menos complicados, quando a vida era mais simples e por conseguinte mais feliz. O ser humano tem mania de achar que as coisas no passado eram melhores, eu já li em algum lugar que isso é um truque do nosso cérebro, que a gente tende a lembrar apenas das coisas boas do passado e esquecer das coisas ruins. Mas de qualquer forma… seja isso verdade ou não… eu acho que eu sou sortuda, porque eu tenho muitas memórias muito boas para acessar de vez em quando e me lembrar.

Como eu disse para vcs em outro post (clique aqui para ler) eu tomo conta dos meus irmãos praticamente desde que eles nasceram. Eu só não tomava conta deles nos horários que eu estava na escola, o resto do dia eu ficava com eles e diversas vezes eu me coloquei em problemas, tomei bronca da minha mãe porque eu tinha que inventar coisas para eles fazerem, para eles brincarem porque não era todos os dias que eu tinha tempo ou oportunidade de levar eles para brincar numa praça ou num parque.

E eu me lembro que um dia… era final de ano… e estava um dia de verão quente e tempestuoso. E eu estava fazendo a limpa nos meus cadernos. Todo final de ano eu pegava meus cadernos do ano anterior e jogava fora. Naquele dia… eu peguei um dos cadernos e sentei eles na sala de casa e nós arrancamos todas as 500 páginas do caderno velho, com a matéria daquele ano e fizemos bolinhas de papel com o caderno e dividimos em três montes.

Depois pegamos as cadeiras da cozinha e construímos três barricadas com ela e então a sala virou uma zona de guerra durante horas e horas. Cada um de nós tinha que se esconder atrás de uma cadeira e bombardear os outros dois com as nossas granadas de bolinhas de papel… ahhh e claro, tinha que fazer os efeitos sonoros das bombas sendo lançadas e o barulho da explosão. Ou então… gritar “Bomba!!” ou “Granada!!” hahahahaha.

E como sempre acontecia toda a vez que eu ‘inventava’ alguma coisa para distrair os dois… minha mãe chegava do trabalho bem no meio da brincadeira… Daí ela chegou do trabalho, cansada e viu a sala dela transformada em uma área de guerra e os móveis da cozinha transformados em barricadas… Ela simplesmente entra em casa com a cara mais séria e mais brava do mundo… olha pra gente e solta a bronca: “O que é que em nome de Deus vcs estão fazendo?? Que bagunça é essa?”

E na maior inocência e com cara de cachorrinho acho que foi o Carlos quem respondeu: “Guerra de bolinhas mamãe!”. Ela começou a rir! E colocou a bolsa no chão e abaixou e encheu a mão de bolinhas de papel e disse: “Ahhh é??? Então toma!!! E começou a jogar bolinhas de papel na gente… Depois claro ela falou pra gente recolher a bagunça assim que a gente terminasse de brincar. Essa era a minha mãe…

Saudades eternas desses momentos felizes. Muita gente não entende porque meu luto esta durando tanto tempo. Mas é porque quando vc perde uma pessoa tão especial como ela… a tristeza é eterna. Sabe aquela pessoa que só melhorava a vida de quem a cercava? Ninguém é tão especial quanto e ninguém é capaz de preencher aquele vazio que fica.

O que ameniza um pouco a dor da saudades são essas lembranças, destes momentos… por isso eu queria deixá-los registrados aqui. Porque eu aprendi nesta vida que a gente perde a memória às vezes, nosso cérebro é tão confiável quanto qualquer HD. Um Auzhaimer, ou outro mal neurológico pode chegar de repente… e eu sei que a internet também não é eterna mas… eu queria deixar aqui registrada esta e outras histórias.

Vou terminando este post por aqui. Mas… antes de terminar este post eu vou fazer um pouco de propaganda do meu novo blogue o “Estante da Shao”. Cliquem no link conheçam meu trabalho, meus textos, meus contos, meus poemas. Toda a sexta-feira teremos texto novo e inédito para vcs… Ou um conto ou um poema, ou de repente um trecho de uma história que eu esteja escrevendo. Participe e divulgue esse meu novo projeto se vcs curtirem…

See you guys around the corner
Shao

Anúncios