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Fala galera, beleza? Eu tô legal, tá frio… mas não tão frio. A mulher do tempo disse que ia fazer esse tempinho sem sal, sem açúcar e ela tinha razão. Hoje é sábado… coincidentemente vcs estão lendo este post num sábado também, e sábado aqui na minha casa é dia de acordar tarde, tomar remédio pra diabetes, tomar café (se a diabetes permitir a gente come um pastel, mas não pode ser toda a semana…) e lavar a roupa e escrever alguma coisinha aqui no blogue enquanto a máquina lava a roupa, eu vou ouvindo um pouco de música… estou ouvindo o CD novo da Sheryl Crow no Spotify – tô curtindo. Eu tenho que escrever pelo menos três posts hoje se eu não quiser ficar muito atrasada.

E depois do almoço, se eu conseguir lavar toda a minha roupa até lá (acho que eu consigo, hoje tem pouca porque ontem foi feriado e eu lavei um tantinho ontem pra não ter muito para hoje – detalhes mundanos do meu cotidiano) aí eu vou enfiar a cara nos estudos até de madrugada. Mas nem era disso que eu queria falar sobre neste post (como sempre Shao).

Eu acho que até já falei sobre isso, mas em outro contexto… se eu já falei, me perdoem pela repetição quanto mais velho a gente fica maior a tendência de a gente ficar repetindo as coisas. Vcs já ouviram aquela frase que diz… ‘não tem coisa mais triste que amor não correspondido’? Pois é… eu concordo com ela em gênero, número e grau…

Mas eu nem estou falando em amor romântico (também, claro, mas não especificamente sobre isso). Depois de muito tempo analisando a natureza humana (não de forma proposital… eu trabalho com pessoas e vc acaba, quer queira quer não… observando diferentes tipos de pessoas e como elas encaram o mundo). E no final das contas… qualquer ambiente adulto que vc conviva ele não é nada mais nada menos que uma repetição dos ambientes que vc convivia quando vc era adolescente. Quando a gente é criança ou adolescente… tem sempre aquela turminha de galera legal, tem sempre os que estão pouco se fudendo ferrando com o que quer que seja, tem os nerds, tem os marginalizados e jogados para escanteio e tem os que querem se enturmar com a galera legal.

Daí vc cresce e se vc teve uma boa base familiar e vc é uma pessoa bem desenvolvida (mental, psicológica e espiritualmente) vc consegue ter relações saudáveis com as pessoas que te rodeiam. No trabalho, na igreja (ou qual seja a comunidade religiosa que vc frequenta), na vizinhança, na academia, vc tem conhecidos, vc tem colegas e vc tem amigos. Se vc for uma pessoa de sorte vc tem pelo menos dois bons amigos em cada um desses núcleos.

Quando a gente era criança a maior parte do nosso tempo (eu pelo menos, porque eu estudava em colégio formato semi-internato, que é aquele colégio que vc fica período integral e só volta pra casa para dormir) na escola, então é um micro universo da sua vida. Eu nunca tive muitos amigos na escola, apesar de passar tempo para caramba na escola. Eu era tímida, eu era nerd, eu gostava de ler e eu queria ser freira. E eu nunca me importei muito em me enturmar porque as coisas que eu achava interessante eram bobas para minhas colegas de convivência, e vice versa… elas também achavam meus interesses minimamente estranhos… Mas isso nem vem ao caso agora.

Já minha vida adulta é bem diferente, meus interesses não mudaram muito de lá para cá… eu acho que eu já era meio adulta. E quando a gente é minimamente maduro, claro que a gente gosta de conviver com pessoas que sejam minimamente compatíveis com a gente. Mas existe uma diferença… quando vc é adulto vc faz amizade com as pessoas independentemente disto. Eu hoje tenho amigos que não se importam nem um pouco com a minha crença, com meu estilo de vida, que levam vidas mais agitadas, ou mais calmas e nada similares à minha… Independentemente disso a gente sempre encontra um ‘terreno comum de convivência’ e sempre que debatemos temas em que temos opiniões diferentes ficamos contentes de aprender com o outro e nos tornamos pessoas melhores por isso.

Infelizmente nem sempre isso acontece, nem sempre a gente consegue conviver apenas com pessoas maduras. Infelizmente existem pessoas que parece que a mentalidade dela ficou travada na quinta série. Ela vive em função de se destacar de alguma forma no meio social. Ela quer ser… a mais querida, a mais competente, a mais isso, a mais aquilo.

Exemplo, todo mundo já teve que conviver com aquele colega de trabalho que geralmente faz apenas aquele um trabalho, até faz bem feito… e já se apropriou do trabalho e não ensina para ninguém porque tem medo de que alguém possa desempenhar o papel melhor que ele… entretanto, se vc já terminou o seu trabalho e a mesa dele tá cheia porque só ele sabe fazer aquilo, ele não ensinou mais ninguém portanto ninguém mais pode fazer, ele reclama que só ele que tá trabalhando… ninguém está fazendo nada.

Mas isso nem é o pior…pior coisa num ambiente de trabalho (e outros também) é quando vc tem que conviver com uma pessoa chata pra caracas… com quem seu santo não bate, com quem vc não foi com a cara e a pessoa, por extremo azar seu… quer muito ser sua amiga. Sabe, quando a pessoa gosta de vc (pelas razões erradas claro… porque é o tipo de pessoa que gosta de vc porque vc pode fornecer a ela alguma vantagem que ela ainda não tem) e vc não suporta a pessoa? Eu tenho um azar imenso para essas coisas… isso vive acontecendo comigo… da última vez eu levei seis anos para me ver livre da pessoa e precisei tomar medidas drásticas (tipo, não dar nem bom dia pra pessoa, para ver se a pessoa se tocava que eu não queria amizade com o ser desagradável).

Agora meus irmãos estão passando perrengues parecidos. Felizmente para mim não era a primeira vez então depois de dar cabeçada umas duas, três vezes eu sabia como lidar com esse tipo de gente (sanguessugas humanos – aquele tipinho de gente que só de vc conversar com ela parece que suga toda a sua energia sabe?). Infelizmente eles são jovens e vão ter que dar umas cabeçadas aí na vida até eles aprenderem a lidar com gente desagradável. Eu posso até dar uns conselhos para eles mas, experiência a gente só ganha passando o perrengue. E vc já tiveram que lidar com uma pessoa desagradável que gostava muito de vc e queria ser seu amigo mas que vc não suportava nem o som da voz da pessoa? Como vcs lidaram com a situação? Deixem aí nos comentários…

Vou terminando este post por aqui. Mas… antes de terminar este post eu vou fazer um pouco de propaganda do meu novo blogue o “Estante da Shao”. Cliquem no link conheçam meu trabalho, meus textos, meus contos, meus poemas. Toda a sexta-feira teremos texto novo e inédito para vcs… Ou um conto ou um poema, ou de repente um trecho de uma história que eu esteja escrevendo. Participe e divulgue esse meu novo projeto se vcs curtirem…

See you guys around the corner
Shao

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