E aí terráqueos, beleza??? Como vão vcs? Eu tô legal… Como eu já disse para vcs, eu leio muito… e eu leio… (pelo menos eu tento) ler mais de um livro ao mesmo tempo… dizem os cientistas especializados em cérebro que é bom, para o cérebro ler mais de um livro ao mesmo tempo. Dizem que evita doenças mentais como o Parkinson ou o Auzhaimer. Então… juntamente com a saga do Cornwell eu estou lendo também um livro com diversos contos da mitologia grega… um apanhado geral e outro de mitologia nórdica.

Somado a isso… eu tô de férias e tô vendo muitos filmes e séries, tô tentando colocar as minhas séries em dia entre uma tarefa e outra, entre um exame e outro entre uma consulta médica e outra hahahaha. E por conta disso esses dias eu tava navelando pelos filmes nacionais e me deparei com aquele filme horrível com o vocalista do Cidade Negra (esqueci completamente o nome dele, meus irmãos chamam ele de xiliquenta porque ele adorava dar chilique nos jogos do MTV Rock Gol… Tony alguma coisa…) e o Murilo Benício… filme inspirado na ópera Orfeu Negro… que por sua vez foi inspirado numa outra Ópera, que por sua vez foi inspirada na mitologia grega, na História de amor do poeta Orfeu e sua amada Eurídice…

O filme é horrível, fato! Mas o mito de Orfeu e Eurídice é bem bacana, então eu resolvi falar um pouquinho sobre ele aqui no blogue… Um resuminho do mito pra vcs. Orfeu, era um poeta e um médico, filho da musa Calíope e do deus Apolo e era rei da Trácia. Orfeu era coisa pra caramba… Conta a história que ele foi o poeta mais talentoso que já viveu e que quando tocava sua lira que ganhara de presente de Apolo seu pai os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo. As árvores se curvavam para pegar os sons no vento.

Orfeu apaixonou-se por Eurídice e ela por ele e os dois se casaram. Mas a beleza de Eurídice acabou chamando atenção de outro homem, um apicultor chamado Aristeu. Que tentou e tentou roubá-la de Orfeu, mas quando ela se negou a lhe dar atenção ele tentou pegar ela na marra… ela então tenta fugir e em meio a sua fuga ela tropeça em uma serpente que acaba mordendo e matando a moça. As ninfas amigas dela então matam todas as abelhas de Aristeu.

Orfeu ficou transtornado de tristeza e foi até o mundo dos mortos, reino de Hades para tentar trazer a amada de volta. Para entrar no mundo dos mortos, ele tinha que atravessar o rio Estige, ele então toca uma canção triste para o barqueiro Caronte e sua canção convence o barqueiro a o levar vivo para o outro lado do rio. Depois ele toca outra canção e faz o cão que guarda a entrada do Hades, Cérbero adormecer. E toda vez que encontrava algum obstáculo ele tocava sua música e continuava adiante em busca de seu amor.

Quando orfeu finalmente chega ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu reino, mas novamente usando da sua música Orfeu comove Hades que chora lágrimas de ferro. Ele também comova a esposa de Hades Perséfone que implora ao marido para que ele atenda o pedido de Orfeu e lhe devolva Euridice. Hades concede o pedido à esposa, com uma condição, Orfeu não poderia olhar para trás e para o rosto de Eurídice até que eles estivessem fora do mundo dos mortos, sob o brilho do sol. 

Orfeu vai então pela trilha íngreme que levava para fora do reino de Hades, tocando músicas alegres guiando a sombra de Eurídice de volta à vida. Mas durante o caminho de volta ele começa a duvidas se a sombra de sua amada ainda o estava seguindo. E então quase no final do caminho ele olha para trás para se certificar de que Eurídice o acompanhava. Como ele olhou para trás Hades toma Eurídice de volta. Ele a revê apenas por um momento perto da saída do mundo dos mortos mas enquanto ele olhava, ela se tornou de novo um fantasma, seu grito final de amor e pena não mais do que um suspiro na brisa que saía do mundo dos mortos. Ele a havia perdido para sempre.

Em desespero total, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo lembrar-se da perda de sua amada. As ménades faziam de tudo para conquistar o amor de Orfeu, mas ele não esquecia sua amada e elas com ódio o matam e despedaçam seu corpo. Então Orfeu morre cantando o nome de sua amada e se une a ela na morte.

As musas reúnem os pedaços de Orfeu e o enterram no Monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente que os outros. E as mênades que mataram Orfeu, os deuses não lhes concederam a misericórdia da morte. Quando elas bateram os pés na terra, em triunfo, sentiram seus dedos se espicharem e entrarem no solo. Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam. Suas pernas se tornaram madeira pesada, e também seus corpos, até que elas se transformaram em carvalhos silenciosos. E assim permaneceram pelos anos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu, até que por fim seus troncos mortos e vazios caíram.

Nossa Shao, que história triste o cara ama a moça que ama o cara vem um tarado mata ela e a morte engana ele, ela não volta a vida ele fica amargo, vem umas doidas e matam ele… e você acha essa história bonita. É o resumo da vida essa história gente… Mostra como os momentos felizes são poucos e efêmeros. E a nossa dificuldade de aceitar a morte, a perda de um ser tão amado.

Vou terminando este post por aqui… Mas… antes de terminar este post eu vou fazer um pouco de propaganda do meu novo blogue o “Estante da Shao”. Cliquem no link conheçam meu trabalho, meus textos, meus contos, meus poemas. Toda a sexta-feira teremos texto novo e inédito para vcs… Ou um conto ou um poema, ou de repente um trecho de uma história que eu esteja escrevendo. Participe e divulgue esse meu novo projeto se vcs curtirem…

See you guys around the corner
Shao