o-amor-nao-tem-nada

E aí terráqueos, beleza??? Vocês estão de boas??? (Como diz o meu irmão). Eu acordei cedo pra caramba, e fui dormir tarde pra caramba também. Então vcs imaginem… apenas imaginem meu estado de sonolência. Para ajudar o tempo não está dos melhores (quer dizer, eu gosto do tempo assim… mas não para vir trabalhar) está frio e chovendo e eu tive que entrar mais cedo no trabalho porque teve um curso (que eu já fiz, só que eu fiz faz um tempinho lá na Escola do Servidor Municipal) e quem não fez tem que fazer então quem fez tem que ficar no atendimento… Yay! Parabéns pra mim pela minha idiotice.

Apesar de ter sido dureza de levantar da cama hoje porque o tempo pede que se a gente se enrole ainda mais nas cobertas e durma até o meio dia… eu fico feliz de estar frio e chovendo porque estamos com nossos números reduzidos de atendentes e esse tempinho inibe as pessoas de saírem de casa e virem na Prefeiturolândia encher as paciências.Noventa por cento dos atendimentos que fazemos aqui na Praça as pessoas poderiam resolver das suas casas mesmo na internet, no site da Prefeitura mas eles não fazem porque são preguiçosos, tem preguiça de ler as orientações no site. Não que eu esteja reclamando… afinal a preguiça deles é que me dá meu emprego (acho… quer dizer… não sei… hahahahaha, eu poderia fazer outra coisa ir para outro setor, whatever). Mas euzinha, Ceres, não saio de casa se eu puder fazer tudo online.

Mas, bora pro assunto do post né? Que tá quase depressivo igual o clima paulistano de hoje. Esses dias eu li uma tirinha, não lembro qual… não lembro se era do Armandinho ou do Calvim… lembro que era uma mãe e um filho conversando e a mãe falava para o filho que estava muito desapontada com ele. E ele vira para ela e diz, mas quem criou as expectativas de  como eu deveria me comportar foi você, não eu.

E o mundo é bem assim mesmo né? As pessoas são bem assim. Você faz uma coisa boa para quem quer que seja, já colocam aquela “Etiqueta de Bonzinho” em vc. Ahhhh a Shao é boazinha, tudo o que eu faço ela pede… Daí vc tem um problema e não pode fazer algo que te pedem. Ou então a pessoa começa a encarar aquele favor que vc fez uma ou duas vezes porque vc tem bom coração ou porque vc ama a pessoa mesmo, ela começa a achar que aquilo é sua obrigação… e não é! Ou então a pessoa se aproveita que vc gosta dela para abusar da sua boa vontade. Daí vc não pode fazer ou não quer mais ser abusado… vc automaticamente ganha a “Etiqueta de Persona Non Grata”.

Esse tipo de pessoa não entende que fazer as coisas por amor, é fazer algo bom para alguém DE LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE E SEM ESPERAR NADA EM TROCA, caso contrário não é amor. É interesse. E as pessoas, a maioria das pessoas pelo menos, não faz as coisas por amor, elas fazem as coisas porque querem pagar de caridosas, porque querem alguma coisa em troca, nem que seja quando elas precisarem elas querem que vc estejam lá para fazer por elas o mesmo que elas fizeram por vc. Nem que seja isso… Pouquíssimas pessoas nesse mundo fazem as coisas por amor mesmo. Eu não sei se eu sou uma dessas pessoas, eu me canso das pessoas, eu deixo para lá às vezes. Minha mãe era uma dessas pessoas. Eu perdi a conta das vezes que ela tirou férias do trabalho, só pra citar um exemplo, para cuidar da casa e dos filhos das irmãs dela que tiveram que fazer uma cirurgia, ou porque tiveram bebê. Todas as irmãs da minha mãe tiveram isso dela, todas sem exceção. Mas ela não teve isso de volta de nenhuma delas. Ela não teve isso de volta nem da mãe dela… Minha vó sempre ajudou muito, mas minha vó priorizava… Ela achava que minha mãe podia se virar… Os outros filhos sim precisavam de ajuda. 

Eu nem vou comentar como eu me sinto em relação a isso… Só vou dizer que muitas vezes o que eu sinto acaba pautando a minha relação com o resto da minha família. Mas, ela nunca se importou. Ela nunca fez nada esperando algo em retorno. Minha mãe tinha um senso de dever que extrapolava a minha compreensão. Ela fazia porque amava os irmãos, ela fazia porque ela achava que era o que devia ser feito é que alguém tinha que fazê-lo e portanto ela ia fazer, especialmente quando ninguém mais se predispunha a fazer. Minha vó hoje está sofrendo porque dos filhos que restaram para ela são pessoas do primeiro gênero. Que não querem fazer nada, mas fazem alguma coisa para pagar de bonzinho para a sociedade ou então porque esperam algo em retorno, nem que seja reconhecimento. Aquele tapinha nas costas e aquela frase, vc é um bom filho/filha. Mas minha vó sempre foi péssima em reconhecer quem merecia aplauso.

Minha mãe sempre foi, a vida toda dela, explorada por fazer as coisas por amor. As pessoas abusavam dela. Esperavam sempre mais e mais e quando ela faleceu todos suportam que eu ia ascender ao trono no lugar dela, tomando conta da minha vó e fazendo as coisas, e favores para todo mundo. É cada vez que eu falava um NÃO era aquela cara de choque… Tipo… Como assim não??? A sua mãe faria! A sua mãe era uma mulher boa! – como quem diz, vc não quer ser como ela? Vc sabe que ela gostaria que vc fizesse isso certo? 

O que eles não sabem é que em seus últimos dias, minha mãe me disse que era obrigação dela, como filha tomar conta da minha avó. E ajudar os irmãos dela… Ela fazia porque ela os amava. Mas que não era obrigação minha de forma nenhuma fazer nem uma coisa nem outra. Ela me disse inclusive que não era minha obrigação sequer tomar conta dos meus irmãos menores (mas eu faço isso porque eu os amo e até certo ponto eu tenho o mesmo sentido de dever que minha mãe tem, felizmente… Para mim… Meus irmãos tem o mesmo senso de dever para comigo – eu acho).

Então é isso galera, temos que fazer as coisas por amor sem esperar nada em retorno. É como diz um verso da Bíblia… “O amor é sofredor, é benigno, amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” – assim a Bíblia descreve o amor. Claro… Ela não fala do amor carnal, que tem atração física e tudo mais. Ela fala do amor espiritual, do amor utópico. Que o ser humano deveria ter pelo seu semelhante. Mas o simples fato de sermos humanos cria dificuldades para nós conseguirmos sentir esse tipo de amor e viver por esse paradigma. Poucas pessoas conseguem. E infelizmente, essas pessoas, como a minha mãe, não ficam aqui neste mundo por muito tempo. Deus não as deixa aqui por muito tempo… Ele as leva para junto deles. Pelo menos é nisto que eu acredito.

Vou terminando este post por aqui. Mas… antes de terminar este post eu vou fazer um pouco de propaganda do meu novo blogue o “Estante da Shao”. Cliquem no link conheçam meu trabalho, meus textos, meus contos, meus poemas. Toda a sexta-feira teremos texto novo e inédito para vcs… Ou um conto ou um poema, ou de repente um trecho de uma história que eu esteja escrevendo. Participe e divulgue esse meu novo projeto se vcs curtirem…

See you guys around the corner
Shao