Olá amiguinhos… mais um fim de semana começou, já está acabando… hahahahaha os finais de semana precisavam ser mais cumpridos, deveriam inventar um dia a mais entre o sábado e o domingo… HAHAHAHAHAHHAAHAH. Tô tão cansada que ainda é sabado a noite e eu já estou triste que a segunda tá chegando… hahahahahaha. Não é engraçado… eu tô rindo pra não chorar mesmo. Hoje, exatamente hoje, dia 10 de Agosto de 2013 completam-se cinco anos que eu assumi o cargo de chefia lá no meu setor.

Que diferença cinco anos fazem (ou faz??? eu nunca sei…) na vida de uma pessoa. Cinco anos parece um tempo tão curto… e tão longo ao mesmo tempo. Eu sinto como se 50 anos tivessem se passado tamanho o cansaço, mental, físico, emocional e por que não dizer espirutal que eu tenho dentro de mim.

Naquele dia, jamais eu ia imaginar que hoje, cinco anos depois a minha vida estaria como ela está agora. Eu passei por tantas coisas nesses últimos anos. Coisas ruins, coisas boas também, mas infelizmente mais coisas ruins. Mas eu acho que a vida de todo mundo é assim. É que a gente fica focado nos próprios problemas, e acabamos achando que eles são maiores que os problemas dos outros.

Que as outras pessoa reclamam demais, que se elas tivessem os meus problemas… Se elas estivessem no meu lugar e yadda, yadda, yadda… Eu não acredito em Destino, mas… acredito que temos que passar por certas coisas. E acredito que, não importa muito o tamanho do tombo que a vida nos aplique, é nosso dever nos reerguermos e continuarmos vivendo, lutando…

Cada um sabe de si, dos problemas que enfrentaram e que enfrentam em suas vidas. Só eu e Deus sabemos como esses últimos cinco anos foram complicados, difíceis. Eu perdi as contas de quantos dias eu fui dormir de noite torcendo pro dia não amanhecer. E quantas vezes eu acordei e pensei… ahhhh não, mais um dia.

Perdi a conta dos dias que ir trabalhar era um martírio, ficar em casa era outro martírio. Muitos dias, muitas semanas, muitos meses eu andei por aí, fiz o que tinha que fazer, como um zumbi, totalmente no piloto automático.

As pessoas vinham falar comigo, os problemas aconteciam lá no trampo e os pepinos apareciam e eu tinha que resolver. E eu resolvia pensando que eu queria mais era que o mundo todo explodisse. As pessoas conversavam comigo e eu ria e eu brincava mas por dentro eu estava: Whatever… Foram anos complicados, só eu realmente sei…

Tenho dias assim ainda, de vez em quando. Mas eles estão ficando cada vez mais raros. Coisas da vida. Geralmente não sou uma pessoa pessimista. Sempre fui otimista até demais. Minha mãe dizia que eu era aquela pessoa do copo meio cheio, aquela que enchergava o farol de um caminhão e achava que era a luz no fim do túnel hahahahaha. Exagerada ela…

Foi um longo período de escuridão na minha vida. O mais longo de todos os tempos (desde que eu nasci obviamente). Onde meu natural otimismo ficou adormecido. Mas acho que ele está voltando. Aos poucos, bem aos poucos. Pelo menos hoje em dia eu não fico torcendo pra acordar no dia seguinte, abrir a janela e ver o apocalipse zumbi pra eu não ter mais que ir trabalhar, pagar contas, ficar triste e todas essas coisas mundanas.

Esses dias eu estava zapeando pelo You Tube e encontrei essa música do Djavan. E eu ouvi os primeiros versos fui ouvindo e ouvindo e pensei… Putz… minha vida mano!!! Ouçam… a música é linda. Pessoal fica babando ovo no Caetano Veloso, mas Djavan é … nem tenho adjetivo para descrever. Nada contra o Caetano, admiro o trabalho dele, mas curto mais a poética, a estética e a composição. Isso sem falar na voz, do Djavan. Ouçam, vale a pena.

Tô meio triste nesse fim de semana porque, dia 15 dessa semana, vai fazer quatro anos que a minha mãe faleceu, vai ser feita a exumação dela. Eu, não queria ir, mas também eu não queria ter que ir trabalhar. Acho que desenterrar um ente querido é tão dolorido quanto enterrar. é reviver aquele momento dolorido de ter entregue seu ente querido par ao seio da terra…

Não queria assistir a exumação porque eu tenho quase certeza que, devido a quimioterapia que a minha mãe tomou eles vão ter que enterrá-la novamente por mais uns anos. Eu não quero ver eles abrirem o túmulo, tirarem o caixão, estourarem ele com a pá se ele ainda estiver inteiro e ver, a roupinha dela, a roupa que nós escolhemos, que eu escolhi, para colocar nela… Eu não lembro que roupa era…

De qualquer forma, eu não quero ver mas eu não queria ter que ir trabalhar. Ter que ficar lá lidando com as pessoas. Pra piorar tem um curso que eu tenho que fazer nesse dia, logo eu realmente não posso faltar… Tô chateada e acho que vou ficar assim um tempo…

De qualquer forma, tem coisa bacanas programadas para essa semana também. Mas sobre as coisas bacanas que estão programadas para acontecerem essa semana eu vou falar em outros posts se o que eu planejei der certo.

E agora, eu preciso ir dormir, porque amanhã é dia dos pais e eu tenho que fazer macarrão pro pai que vem amanhã aqui em casa.

See you guys around the corner
Shao