Quem diria que esse Blog duraria tanto? É chão de 2005 para cá hein? Pois é… começando mais um ano. Tô triste, tô deprimida, tô com gripe, tô sem grana. Não é um começo bom começo de ano. Eu sempre espero que o ano seja melhor, por mais que eu prometa para mim mesma que eu não vou criar expectativas para o ano novo eu sempre acabo criando, não tem jeito, acho que no fundo no fundo eu sou uma otimista sem cura. Minha mãe dizia isso. Eu simplesmente não desisto, mesmo quando eu deveria.

A festa de ano novo foi uma tristeza, quer dizer, em termos. Foi até bacana. Mas ela foi triste (e esta sendo um tanto quanto triste ainda) para mim. Sexta-feira fomos, a mando da minha tia buscar a minha vó na casa dela, pra festa de ano novo que ia rolar na casa dela. Na boa eu nem estava com vontade de festejar nada o ano passado não foi lá essas coisas. Eu não estava mesmo em clima de festa. Mas, sempre colocando as outras pessoas antes de mim mesma… eu cedi à pressão da família e falei beleza.

Fomos lá, ela fez o doce de sempre, mas enfim trouxemos ela… a tortura psicológica começou na volta pra casa, paramos no Drive Thru do Mcdonalds da Marginal porque minha glicemia estava quase no pé e eu tinha que comer alguma coisa. Perguntamos par ela se ela queria alguma coisa, ela perguntou se tinha coxinha, explicamos que não tinha. Daí compramos um Mac Lance Feliz pra ela. Mano, ela veio… xingando o hambúrguer de lá do Canindé até em casa. Deixamos ela na casa do Cassinho e viemos pra casa, saímos de lá ela estava falando: Ai hambúrguer horrível…

Mano, está ruim? Não come! Deixa lá, outra pessoa come. Não, tem que ficar metendo o pau. Não quer comer, não come PUTA QUE O PARIU!!!

No dia seguinte, a mesma coisa, da hora que eu cheguei na casa da minha tia… até três horas da manhã, que foi a hora que o meu saco encheu e eu vim embora para casa. Ela ficou metendo o pau na gente e falando bem dos meus primos trombadinhas, puxando briga, se fazendo de coitada, reclamando que a gente tinha tirado ela da casa dela. Comendo pra caramba, enchendo o bucho da comida da minha tia. Cutucando mesmo pra alguém falar um monte pra ela… quando deu meia noite em ponto, todo mundo comemorando, meus primos, meu irmão e eu descemos no térreo do prédio, pra tradicional ‘jogue espumante no primo alheio’. Quando subimos, ela vira pra mim e pro Cassinho e fala, agora que já estourou o ano vocês podem já me levar pra casa.

Mano, a gente tinha acordado cedo, pra fazer todas as coisas da festa. Na hora que a gente ia sentar, comer, jogar videogame, começar nosso campeonato anual de Pôquer (que eu perdi por sinal) ela me vem com uma dessas. Eu olhei pra ela incrédula, Cassinho só chacoalhou a cabeça como quem diz: Desconsidera. Aí eu virei pra ela e falei: A senhora tá batendo bem das ideias? Quer que a gente pegue o carro agora pra levar a senhora pra Carapicuíba? No meio da festa? Com um monte de bêbado solto aí no trânsito, perigando a gente sofrer um acidente e morrer, ou pior, ficar alguém numa cadeira de rodas eu numa cama, o resto da vida.

Ela ficou na dela depois dessa? Não… não ficou, continuou na mesma ladainha. E eu fui engolindo a seco a noite toda os desaforos dela até três da manhã quando eu não aguentei mais e fui embora pra casa. Levei meu padrasto pra casa dele primeiro depois eu e o Carlos voltamos para casa. Mas eu fiquei magoada pra caramba. Fiquei magoada porque eu sou idiota, eu já sei como ela é…

Como se não fosse o bastante no dia seguinte ela encheu as paciências pra gente levar ela pra casa dela. Na noite da festa eu fui embora emburrada. Quando eu cheguei na casa da minha tia para levar ela pra casa dela ela veio com aquele jeito dela: Cadê meu beijo?

Mano velhinha FDP ela sabe que pisou na bola, até mesmo porque ela fez de propósito, ela ficou na maldade cutucando. Eu cheguei na minha tia deviam ser umas cinco da tarde, saímos de lá sete da noite. Foi o tempo todo me provocando, no caminho pra casa dela também. Eu sentei no banco do trás, virei a cara pra janela e fiz de conta que ela não estava lá. Fui conversando com as outras pessoas, e ela se enfiando na conversa e cutucando. Eu ignorei ela o caminho todo.

Chegamos lá, deixamos ela lá e eu nem sentei no sofá. Virei pra galera e falei, vambora? E ela ai, senta aí e descansa as pernas. Eu falei a gente veio sentado, não estamos com as pernas cansadas. A galera estava vendo a minha cara de poucos amigos ninguém nem discutiu comigo. Foi todo mundo embora quando eu falei tchau.

Não mano, na boa? Acabou! Pra mim já era. Esse foi o último ano novo que eu passei assim em Família, nem é pela minha tia e pelos meus primos que são gente fina. Mas, por gente que nem a minha vó que não tem um pingo de consideração com as pessoas que realmente se importam com ela. Que exalta gente que não vale nada e deprecia pessoas honestas e esforçadas.

Chega, acabou. Eu tô meio falida esse começo de ano, falei com meus amigos que nem sei se eu ia poder ir ao Show do Roxette agora em Maio, não sei se eu vou poder ir viajar com a minha prima pra casa da irmã dela em Poços de Caldas agora no feriado do aniversário de São Paulo. Mas na boa, assim que eu equilibrar as contas de novo, daqui uns dois ou três meses eu vou começar salvar uma grana, pra eu e meus irmãos passarem o ano novo em qualquer cidade em que tenha as pousadas da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo da qual eu sou associada. Nem que não seja uma semana, nem que seja só no dia do ano novo mesmo… não vou mais perder o meu tempo com gente que nem sequer me respeita. Pronto, essa vai ser a minha única resolução para o esse ano.

See You Guys Around The Corner
Shao