Hahahaha Elisa, eu queria estar com os níveis abaixo… a gente vai envelhecendo e virando bomba relógio tudo vai aumentando, aumentando até que um dia a gente explode. Pelo menos tenho de consolo o fato que morrerei jovem. estava assistindo CSI esses dias, uma atriz no auge da fama morre e o legista fala… ela era tão bonita, daó o outro fala… agora ela nunca vai envelhecer… envelhecer não é ruim por causa das rugas e sim das doenças, por mais que vc faça prevenção tem sempre a genética pra atrapalhar. O mundo deveria ser igual GATTACA (filme com Ethan Hawke e Uma Thurmam, assistam é bem legal).

Voltando, depois de muito tempo, aos posts culturais, vamos retomar um assunto que eu já citei aqui, mas dessa vez vamos nos aprofundar um pouco.

As musas são entidades mitólogicas a que são atribuidas capacidade de inspirar a criação artística ou científica; na Grécia, eram as nove filhas de Mnemosine e Zeus. Musa, no singular, é a figura feminina (lá se vai minha teoria do muso pela janela hahahaha) real ou imaginária que inspira a criação. O correspondente masculino seria o fauno ( o fauno que por sinal é uma criatura diversas vezes associado ao demônio e é feio que nem o demônio… assim sendo nada de faunos para me inspirar please…), todavia este ser não tem exatamente a mesma capicidade inspiradora na mitologia. O templo das musas era o Museion, termo que deu origem à palavra museu, nas diversas línguas indo-européias, como local de cultivo e preservação das artes e ciências.

Origem mitológica

Mnemósine, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, um ano depois, Mnemósine deu à luz nove filhas em um lugar próximo ao monte Olimpo. Criou-as ali o caçador Croto, que depois da morte foi transportado, pelo céu, até a constelação de Sagitário. As musas cantavam o presente, o passado e o futuro, acompanhados pela lira de Apolo, para deleite das divindades do panteão. Eram, originalmente, ninfas dos rios e lagos. Seu culto era originário da Trácia ou em Pieria, região a leste do Olimpo, de cujas encostas escarpadas desciam vários córregos produzindo sons que sugeriam uma música natural, levando a crer que a montanha era habitada por deusas amantes da música. Nos primórdios, eram apenas deusas da música, formando um maravilhoso coro feminino. Posteriormente, suas funções e atributos se diversificaram.

As nove musas

Clio (a que confere fama) era a musa da História, sendo símbolos seus o clarim heróico e a clepsidra. Costumava ser representada sob o aspecto de uma jovem coroada de louros, tendo na mão direita uma trombeta e na esquerda um livro intitulado "Tucídide". Aos seus atributos acrescentam-se ainda o globo terrestre sobre o qual ela descansa, e o tempo que se vê ao seu lado, para mostrar que a história alcança todos os lugares e todas as épocas.

Euterpe (a que dá júbilo) era a musa da poesia lírica e tinha por símbolo a flauta, sua invenção. Ela é uma jovem, que aparece coroada de flores, tocando o instrumento de sua invenção. Ao seu lado estão papéis de música, oboés e outros instrumentos. Por estes atributos, os gregos quiseram exprimir o quanto as letras encantam àqueles que as cultivam.

Tália (a festiva) era a musa da comédia que vestia uma máscara cômica e portava ramos de hera. É mostrada por vezes portando também um cajado de pastor, coroada de hera, calçada de borzeguins e com uma máscara na mão. Muitas de suas estátuas têm um clarim ou porta-voz, instrumentos que serviam para sustentar a voz dos autores na comédia antiga.

Melpômene (a cantora) era a musa da tragédia; usava máscara trágica e folhas de videira. Empunhava a maça de Hércules e era oposto de Tália. O seu aspecto é grave e sério, sempre está ricamente vestida e calçada com coturnos.

Terpsícore (a que adora dançar) era a musa da dança. Também regia o canto coral e portava a cítara ou lira. Apresenta-se coroada de grinaldas, tocando uma lira, ao som da qual dirige a cadência dos seus passos. Alguns autores fazem-na mãe das Sereias.

Érato (a que desperta desejo) era a musa do verso erótico. É uma jovem ninfa coroada de mirto e rosas. Com a mão direita segura uma lira e com a esquerda um arco. Ao seu lado está um pequeno Amor que beija-lhe os pés.

Polímnia (a de muitos hinos) era a musa dos hinos sagrados e da narração de histórias. Costuma ser apresentada em atitude pensativa, com um véu, vestida de branco, em uma atitude de meditação, com o dedo na boca.

Urânia (celeste) era a musa da astronomia, tendo por símbolos um globo celeste e um compasso. Representam-na com um vestido azul-celeste, coroada de estrelas e com ambas as mãos segurando um globo que ela parece medir, ou então tendo ao seu lado uma esfera pousada uma tripeça e muitos instrumentos de matemática. Urânia era a entidade a que os astrônomos/astrólogos pediam inspiração.

Calíope (bela voz), a primeira entre as irmãs, era a musa da eloqüência. Seus símbolos eram a tabuleta e o buril. É representada sob a aparência de uma jovem de ar majestoso, a fronte cingida de uma coroa de ouro. Está ornada de grinaldas, com uma mão empunha uma trombeta e com a outra, um poema épico. Foi amada por Apolo, com quem teve dois filhos: Himeneu e Iálemo. E também por Eagro, que desposou e de quem teve Orfeu, o célebre cantor da Trácia.

Suas moradas, normalmente situadas próximas à fontes e riachos, ficavam na Pieria, leste do Olimpo (musas pierias), no monte Helicon, na Beocia (musas beocias) e no monte Parnaso em Delfos (musas délficas). Nesses locais dançavam e cantavam, acompanhadas muitas vezes de Apolo Musagetes (líder das musas – epíteto de Apolo). Eram bastante zelosas de sua honra e puniam os mortais que ousassem presumir igualdade com elas na arte da música. O coro das musas tornou o seu lugar de nascimento um santuário e um local de danças especiais. Também freqüentavam o Monte Hélicon, onde duas fontes, Aganipe e Hipocrene, tinham a virtude de conferir inspiração poética a quem bebesse suas águas. Ao lado das fontes, faziam gracioso movimentos de uma dança, com seus pés incansáveis, enquanto exibiam a harmonia de suas vozes cristalinas.

Calíope, a da Bela Voz, em grego Καλλιόπη, foi uma das nove musas da mitologia grega. Filha de Zeus e Mnemósine. Foi a musa da epopéia, da poesia épica, da ciência em geral e da eloquência e a mais velha e sábia das musas, e é considerada por vezes a rainha destas. É representada sob a figura de uma donzela de ar majestoso, coroada de louros e ornada de grinaldas, sentada em atitude de meditação, com a cabeça apoiada numa das mãos e um livro na outra, tendo, junto de si, mais três livros: a Ilíada, a Odisseia e a Eneida. Em outras representações, traz como atributo um rolo de pergaminho e uma pena. Mãe de Linos, com Apolo e de Orfeu, das sereias e dos coribantes.

Calíope e Adonis

Calíope era considerada a musa que ajudava na cura das doenças e vigiava para que o remédio tivesse o efeito benéfico esperado. Diz-se que Calíope foi também mãe das míticas Sereias e, sobretudo, é relacionada com o grande herói Aquiles, que a inicia na difícil arte da entonação e do canto.

Esta musa, mãe de Orfeu também teve uma intervenção decisiva por motivo da disputa entre Afrodite / Vênus e Perséfone / Proserpina, quando ambas rivalizaram por reter o belo Adônis, o qual gerou a bela lenda que leva o nome deste belo efebo e que se encontra muito estendida pelas margens mediterrâneas. A musa Calíope reuniu ambas deusas e conseguiu que parassem na sua animadversão mútua. A partir de então, Adônis repartiria o seu tempo entre Perséfone e Afrodite e permanecerá tanto ao lado de uma como de outra .

Mas o mito de Adônis, à parte de guardar certa relação com a musa Calíope, mãe de Orfeu, adquire ares de certo modo atraente, motivo pelo qual não estaria demais descrevê-lo.

Chama especialmente a atenção a beleza de Adônis, de quem se diz que tinha nascido de Mirra, filha do rei de Chipre que, mediante engano, foi obrigada a deitar-se com o seu próprio pai e assim que percebeu pediu aos deuses que lhe perdoassem, embora ficasse imediatamente convertida na árvore da mirra.

O incesto foi provocado pela deusa Afrodite, que sentia ódio e desprezo por Mirra -pois esta tinha-se gabado da sua beleza até o ponto de julgar-se mais bela do que a própria Afrodite e, assim, tramou tão sutil e retorcida cilada. A união da filha e o pai produzia-se na escuridão e até a ama contribuía para levar à frente os planos da deusa Afrodite pois, segundo contam as crônicas, se encarregava de embebedar o pai de Mirra. Não obstante, este chegou a dar-se conta da barbaridade que estava cometendo e propôs-se matar a sua filha Mirra, isto é, que resolveu compensar uma barbaridade com outra ainda maior, curioso!, mas os deuses decidiram convertê-la em árvore e livrá-la assim da ira do seu progenitor. Passou um tempo prudêncial e aquela árvore foi atacada por um terrível javali e, então, entre da espessura dos seus ramos caiu um belo menino que foi apanhado por Afrodite e confiado a Perséfone. Foi-lhe dado o nome de Adônis e cresceu, tornando-se um belo rapaz; a própria Perséfone apaixonou-se por ele e negou-se a devolvê-lo quando lhe foi reclamado por Afrodite.

Mas Zeus e a musa Calíope determinaram que o rapaz passasse quatro meses com cada deusa, com o qual finalizaram os desacordos entre ambas. Contam as lendas que o jovem Adônis era amante da caça e que, em certa ocasião, quando perseguia um javali, este lançou-se contra aquele, virou-o e pisou-o. Afrodite acudiu imediatamente para ajudar o belo efebo, mas as suas feridas eram muito profundas e terminou sangrando-se, pelo que lhe sobreveio a morte. A própria Afrodite se feriu ao tentar ajudar o seu protegido Adônis. No lugar do acontecimento brotaram, com o tempo, anêmonas -que procediam do sangue derramado naquele lugar por Adônis-, e rosas brancas que foram mudando a sua cor -devido ao sangue derramado por Afrodite quando se feriu- até tingir-se completamente de vermelho. Desde essa altura, as rosas vermelhas nunca mais perderam a sua cor e sempre nascem assim em recordação de Afrodite.

Contam os cronistas mais afamados que Adônis também decidiu passar com a deusa Afrodite os meses que Zeus e Calíope lhe tinham reservado para ele próprio, pelo qual esta se sentiu lisonjeada e decidiu proteger e ajudar, no futuro, tão belo efebo.

Algumas versões do mito de Adônis explicam que o javali que provocou as feridas que causaram a morte do jovem efebo era, realmente, o poderoso deus Ares que se transformou de tal forma porque conhecia a paixão que Adônis sentia pela caça e, como não conseguia atrair para ele a bela Afrodite, esperou-o no profundo do bosque e acabou com ele. Em compensação, outros cronistas daquele tempo explicariam que o famoso javali era, realmente, a personificação do deus Apolo, que se tinha transformado deste modo para vingar a morte do seu filho Erimanto que, segundo conta a lenda, Afrodite tinha castigado (diz-se que a deusa cegou o filho de Apolo) porque foi surpreendida por aquele quando se estava banhando.

E é isso aí galera… espero que tenham gostado… Calíope não é uma figura assim tão interessante… mas… é a musa da literatura e eu… aspirante à escritora tinha que lhe prestar essa pequena homenagem.

See you guys…
Shao.