A mitologia nórdica, mitologia germânica, mitologia viking ou mitologia escandinava se refere a uma religião pré-cristã, crenças e lendas dos povos escandinavos, incluindo aqueles que se estebeleceram na Islândia, onde a maioria das fontes escritas para a mitologia nórdica foram construídas. Esta é a versão mais bem conhecida da mitologia comum germânica antiga, que inclui também relações próximas com a mitologia anglo-saxônica. Por sua vez, a mitologia germânica evoluiu a partir da antiga mitologia indo-européia.

A mitologia nórdica é uma coleção de crenças e histórias compartilhadas por tribos do norte da Germânia (atual Alemanha), sendo que sua estrutura não designa uma religião no sentido comum da palavra, pois não havia nenhuma reivindicação de escrituras que fossem inspirados por algum ser divino. A mitologia foi transmitida oralmente principalmente durante a Era Viking, e o atual conhecimento sobre ela é baseado especialmente nos Eddas e outros textos medievais escritos pouco depois da cristianização.

Eddas, ou simplesmente Edda, é o nome dado ao conjunto de textos encontrados na Islândia -originalmente em verso – e que permitiram iniciar o estudo e a compilação das histórias referentes aos personagens da mitologia nórdica. São partes fragmentarias de una antiga tradição escáldica de narração oral (atualmente perdida) que foi recompilada e escrita por eruditos que preservaram uma parte destas histórias. São duas as compliações: a Edda prosaica (conhecida também como Edda Menor ou Edda de Snorri) e a Edda poética (também chamada Edda Maior ou Edda de Saemund). Na Edda poética se recompilam poemas muito antigos, de caráter mitológico e heroico, organizada por um autor anônimo até 1250. A Edda de Snórri foi composta por Snorri Sturluson (1179 – 1241) até os anos 1220 ou 1225. Não são poemas, dado o fato de estarem em prosa. Conta com muitas recomendações para poetas, já que o poeta guerrero islandês Snorri tentava, com essas recompliações em prosa, ajudar na formação de poetas no estilo tradicional escáldico, uma forma de poesia que data do século IX, muito popular na Islândia. Existe um número de teorias referentes a origem do termo Edda. Uma teoria sustenta que é idêntica a palavra que, em um antigo poema nórdico (Rígthula), parece significar "a bisavó". Outra teoria argumenta que Edda significa "poética". Uma terceira teoria defende que significa "O livro de Oddi", sendo Oddi o lugar onde Snorri Sturluson foi educado.

Pode-se dizer que a religião viking não existia sem um ritual e abordava exclusivamente o culto aos ancestrais; era uma religião que ignorava o suicídio, o desespero, a revolta e mais do que tudo, a dúvida e o absurdo. Segundo alguns autores, era "uma religião da vida".

A maior parte desta mitologia foi passada adiante oralmente, sendo que grande parte dela foi perdida. Entretanto, parte de sua história foi registrada por estudiosos cristãos, particularmente no Eddas e no Heimskringla.

Na mitologia nórdica, se acreditava que a terra era formada por um enorme disco liso. Asgard, onde os deuses viviam, se situava no centro do disco e poderia ser alcançado somente atravessando um enorme arco-íris (a ponte de Bifrost). Os gigantes viviam em um domicílio equivalente chamado Jotunheim (Casa dos Gigantes). Uma enorme ábade no subsolo escuro e frio formava o Niflheim, que era governada pela deusa Hel. Este era a moradia eventual da maioria dos mortos. Situado em algum lugar no sul ficava o reino impetuoso de Musphelhein, repouso dos gigantes do fogo. Outros reinos adicionais da mitologia nórdica incluem o Alfheim, repouso dos elfos luminosos (Ljósálfar), Svartalfheim, repouso dos elfos escuros, e Nidavellir, as minas dos anões. Entre Asgard e Niflheim estava Midgard, o mundo dos homens (veja também a Terra Média).

Os mundos da mitologia nórdica: Não há uma clara definição sobre quais seriam os mundos da mitologia nórdica, pois muitos se sobrepoem e vários nomes são utilizados, designando, normalmente, o mesmo lugar. Diferentemente de outras culturas mitológicas, na nórdica não há uma clara definição sobre os lugares que, as vezes, são separados por mares ou oceanos, não constituíndo mundos separados na acepção da palavra. Deste modo, podemos verificar a existência de nove mundos, conhecidos como os Nove Mundos da Mitologia Nórdica, que podem ser considerados os principais:

    * Ásgarðr (Asgard)
    * Miðgarðr (Midgard)
    * Jötunheimr (Jotunheim)
    * Vanaheimr (Vanaheim)
    * Álflheimr (Alfheim)
    * Muspellheimr (Musphelhein)
    * Svartalfaheimr (Svartalfheim)
    * Nidavellir
    * Niflheim (Niflheim)

Há três "clãs" de divindidades: os Æsir, os Vanir e os Iotnar (referenciados como os gigantes neste artigo). A distinção entre o Æsir e o Vanir é relativa, pois na mitologia os dois finalmente fizeram a paz após uma guerra prolongada, ganha pelos Æsir. Entre os embates houve diversas trocas de reféns, casamentos entre os clãs e períodos onde os dois clãs reinavam conjuntamente. Alguns deuses pertencem à ambos os clãs. Alguns estudiosos especulam que esta divisão simboliza a maneira como os deuses das tribos invasoras indo-européias suplantaram as divindades naturais antigas dos povos aborígenes, embora seja importante notar que esta afirmação é apenas uma conjectura. Outras autoridades (compare Mircea Eliade e J.P. Mallory) consideram a divisão entre Æsir/Vanir simplesmente a expressão dos nórdicos acerca da divisão comum Indo-Européia acerca das divindades, paralela aos deuses Olímpicos e os Titãs da mitologia grega, e algumas partes do Mahabharata.

O Æsir e o Vanir são geralmente inimigos dos Iotnar (Iotunn ou Jotuns no singular; Eotenas ou Entas, em inglês arcaico). São comparáveis ao Titãs e aos Gigantes da mitologia grega e traduzidos geralmente como "gigantes", embora trolls e demônios sejam sugeridos como alternativas apropriadas. Entretanto, os Æsir são descendentes dos Iotnar e tanto os Æsir como os Vanir realizaram diversos casamentos entre eles. Alguns dos gigantes são mencionados pelo nome no Eddas, e parecem ser representações de forças naturais. Há dois tipos gerais de gigante: gigantes da neve e gigantes do fogo. Havia também elfos e anões e, apesar de seu papel na mitologia ser bastante obscuro, normalmente são apresentados tomando o partido dos deuses.

Além destes, há muitos outros seres supernaturais: Fenris (ou Fenrir) o lobo gigantesco, e Jormungard, a serpente do mar (ou minhoca) que circula o mundo inteiro. Estes dois monstros são descritos como primogênitos de Loki, o deus da mentira, e de um gigante. Hugin e Munin (pensamento e memória), são criaturas mais benevolentes, representadas por dois corvos que mantêm Odin, o deus principal, informado do que está acontecendo na terra; Ratatosk, o esquilo que atua como mensageiro entre os deuses e Yggdrasil, a árvore da vida, figura central na concepção deste mundo.

Assim como muitas outras religiões politeistas, esta mitologia não apresenta o característico dualismo entre o bem e o mal da tradição do oriente médio. Assim, Loki não é primeiramente um adversário dos deuses, embora se comporte frequentemente nas histórias como o adversário primoroso contra o protagonista Thor, e os gigantes não são fundamentavelmente malignos, apesar de normalmente rudes e incivilizados. O dualismo que existe não é o mal contra o bem, mas a ordem contra o caos. Os deuses representam a ordem e a estrutura visto que os gigantes e os monstros representam o caos e a desordem.

Mais sobre os Æsir: Æsir, segundo a mitologia nórdica, é um clã de deuses que residem em Ásgarðr (Asgard), ou seja, o País dos Æsir. Suas contrapartes e uma vez inimigos, com os quais guerrearam, são os Vanir. Os Vanir são deidades mais da natureza e fertilidade. Enquanto os Æsir são mais guerreiros que seus rivais. Quando as duas raças guerrearam, Æsir e Vanir, fizeram as pazes, as deidades Vanir entregaram Njörðr (Niord), Freyr e Freyja para os Æsir. Os Æsir formam o panteão principal dos deuses na mitologia nórdica. Incluem muitas das figuras principais, tais como Odin, Frigga, Thor, Balder e Týr. Existem outros clãs de deuses nórdicos, sendo segundo principal o clã dos Vanir, também mencionado na mitologia nórdica. Além destes clãs também há o clã das Nornas, o clã dos Iotnar e o clã dos "Dragões". O deus Njörðr e seus filhos, Frey e Freyja são os deuses mais importantes dos Vanir, e acabaram se reunindo aos Æsir como reféns após a Guerra dos Deuses, que envolveu ambos os clãs. Enquanto os Vanir eram lembrandos principalmente em relação à fertilidade, o Æsir eram os deuses do poder e das guerras. Os ‘áss’ da palavra aparentemente é derivada do Proto-Indo-Europeu *ansu-‘respiração, deus’ relacionado ao sânscrito asura e ao avestan ahura, com o mesmo significado; apesar de que a palavra em sânscrito asura veio a significar demônio. O cognato em inglês arcaico de ‘áss’ é os, que significa ‘deus, divindade’ (como no sobrenome atual Osgood). A palavra ‘áss’ ainda pode significar ‘feixe’ ou ‘correio’ na língua nórdica arcaica, mas não há nenhuma demonstração da conexão etmológica entre as duas palavras. Schefferus, um proto-etonologista do Século XVII, afirmou que o Æsir se referencia aos imperadores da Ásia, isto é, uma liderança pseudo-feudal (de hereditariedade xamanista), que saíra das estepes asiáticas para a Europa em tempos ancestrais. Nenhum outro estudioso nos séculos seguintes encontrou qualquer evidência para suportar esta afirmação.

Mais sobre os Vanir: Os membros do panteão Vanir incluem Njorðr, Frey e Freyja, que viveram entre o Æsir desde o fim do conflito entre os dois clãs de deuses (negociados para Mimir e Hoenir). A classificação como Vanir de Skaði, de Lýtir, de Gerðr e de Óðr pode ser debatida. Skaði era uma giganta casada com Vanir (Njorðr); Gerðr também era uma giganta, por quem Frey ficou apaixonado, vendendo sua espada como pagamento para sua união com a deusa. No entanto, não está bem certo se esta união atingiu mais do que uma única reunião. Óðr é mencionado no Eddas muito rapidamente como o marido de Freya, mas nada mais é sabido realmente sobre quem era ele (embora se observe frequentemente que este era um de nomes de Odin). Os deuses Njord e Frey aparecem na saga de Ynglinga de Snorri como reis da Suécia. Seus descendentes no trono sueco são reconhecidos como Vanir:

    * Fjölnir, filho de Frey e da giganta Gerda
    * Sveigder, que casou com Vanes de Vanaheim e teve o filho Vanlade
    * Vanlade, cujo nome o conecta aos Vanir, e que casou com uma filha do gigante Snær.

São deuses da fertilidade e da prosperidade, enquando os Æsir eram deuses da guerra. Os Vanir possuíam um conhecimento profundo das artes mágicas, de modo que sabiam também sobre o futuro. A lenda conta que Freya ensinou a mágica aos Æsir. Praticavam também a endogamia e mesmo o incesto, ambos proibidos entre o Æsir; como um exemplo, Frey e Freya eram filhos de Njord e de sua irmã, Nerto. Os Vanir viviam em Vanaheim, chamado também de Vanaland; Snorri Sturluson chama sua terra Tanakvísl ou Vanakvísl.

Vanir e os Elfos: O Eddas identifica uma possível interrelação entre os Vanir e os elfos (Alfes), freqüentemente intercambiando o Æsir e os Vanir e o Æsir e os Alfes para significar "todos os deuses". Como os Vanir e os Alfes representavam os deuses da fertilidade, o intercâmbio entre os dois nomes sugere que os Vanir e os elfos podem ter sido utilizados como sinônimos. É também possível que os dois nomes reflitam uma diferença no status do panteão, onde os elfos eram considerados deuses menores da fertilidade, visto que os Vanir eram os deuses principais da fertilidade. Frey seria, neste caso, um comandante dos Vanir sobre os elfos em Álfheim.

A reconstrução contemporânea da religião nórdica mais focada nos Vanir os nomeia, às vezes, como Vanatrú. A interação entre os Æsir e os Vanir é um aspecto interessante da mitologia nórdica. Enquanto outras culturas desenvolveram famílias antigas e novas dos deuses, como os Titãs contra os Olimpicos da Grécia antiga, o Æsir e o Vanir se portavam de forma mais contemporânea. Os dois clãs de deuses lutavam batalhas, realizavam tratados e trocavam reféns (Frey e Freya são mencionados como reféns). Uma especulação comum interpreta as interações ocorrendo entre os Æsir e os Vanir como reflexo dos tipos de interação que ocorriam entre os vários clãs dos nórdicos naquele tempo. De acordo com outra teoria, o clã Vanir (cujos deuses são mais relacionados principalmente com a fertilidade e de comportamento mais calmo) pode ter se originado primeiramente na mitologia. Mais tarde, os deuses da guerra, representados pelos Æsir, surgiram nas lendas através da guerra mítica que, possivelmente, poderia espelhar um conflito religioso ocorrido naquele tempo. Desta forma, a Guerra dos Deuses pode ser um paralelo ao histórico conflito entre os romanos e os sabinos. O estudioso Mircea Eliade especula que ambos os conflitos são, na verdade, versões diferentes de um mito indo-Europeu mais antigo sobre um conflito que integrou as divindades do céu e da ordem contra as divindades da terra e da fertilidade, sem nenhum antecedente histórico estrito. Os Æsir eram agraciados com a juventude eterna enquanto comessem as maçãs de Iðunn, embora ainda pudéssem ser assassinados. Além disso, quase todos estavam predestinados a morrerem durante o Ragnarok.

Somente quatro das deidades Aesir são comuns as outras tribos germânicas fora da Escandinávia: Óðinn (Odin) como Wotan, Þórr (Thor) como Donar, Tyr como Tiw ou Tiwaz, e Frigga como Freia. ‘Áss’ é o singular de Aesir. O feminino de ‘Áss’ é chamado ‘Asynja’ (plural ‘Asynjor’). Note que aqui separamos em uma outra página as Asynjor.

Mais sobre os Lotnar: Na mitologia nórdica, os gigantes eram uma raça mitológica com força sobre-humana, se manifestando sempre em oposição aos deuses, embora freqüentemente eles se misturassem ou até mesmo tomassem por matrimônio alguns deles, tanto os Æsir e os Vanir. Sua fortaleza é conhecida como Utgard, e ficava situada em Jotunheim, um dos nove mundos da cosmologia dos nórdicos, separados de Midgard, o mundo dos homens, por montanhas elevadas e por florestas densas. Os que viviam em outros mundos diferentes dos seus próprios, pareciam preferir cavernas e lugares escuros. Em nórdico antigo, eles eram chamados jotnar (singular, o jotun), ou risi (singular e plural), em particular um bergrisi, ou þursar (singular, þurs), em particular, hrímþursar. As gigantes podem também ser conhecidas como gýgr.

Jotun provavelmente se deriva da mesma raiz que "comer" (eat em inglês), mantendo o mesmo significado original de "glutão" ou "homem-comedor." Seguindo a mesma lógica, þurs pode se derivar do atual "sede" (thirst em inglês) ou "bebedor de sangue" (blood-thirst em inglês). Risi é provavelmente uma palavra aparentada à "ascensão" (rise em inglês), o que pode significar "pessoa elevada." A palavra Jotun apareceu pela primeira vez em inglês arcaico como Yotun, e eventualmente semearam as variantes como Geottin, Eottan, e Eontann, de onde pode ser obtido o Yettin, Ettin e ent, respectivamente. Yettin é um falso cognato para Yeti. "Thurs"(gigante) também é o nome de uma runa, que evoluiu mais tarde para a letra Þ.

Gigantes Nórdicos :Origens :O primeiro ser vivo que foi formado no caos primeval, denominado Ginungagap, era um gigante de tamanho monumental, chamado Imer. Ao adormecer pela primeira vez, uma filha e um filho gigante cresceram de suas axilas, enquanto seus dois pés copulavam, nascendo deles um monstro com seis cabeças. Supostamente, estes três seres deram ascensão à raça dos hrímþursar (gigantes das rimas ou gigantes gelados), que povoou Niflheim, o mundo da névoa, do frio e do gelo. Ao contrário dos gigantes, os deuses reivindicam, preferivelmente, sua origem a partir de Buro. Quando o gigante Ymer foi subseqüentemente assassinado por Odin, por Vili e por Ve (netos de Buro), seu sangue (isto é, água) inundou Niflheim e matou todos os gigantes, com exceção de Bergelmer e sua esposa, que repopularam a raça de gigantes.

Características dos Gigantes: Gigantas Fenja e Menja, da lenda de Grottisöng.

Os gigantes representam as forças do caos primeval e dos indomados, a natureza destrutiva. Suas derrotas pelas mãos dos deuses representam o triunfo da cultura sobre a natureza, apesar do custo da eterna vigilância. Heimdall vigia, perpetualmente, a ponte de Bifrost, entre Asgard e Jotunheim, e Thor faz freqüentemente visitas ao mundo dos gigantes, para assassinar tantos quanto ele for capaz. Como um todo, a aparência dos gigantes é freqüentemente descrita como hedionda – garras, dentes, pele escura e características deformadas, além de seu tamanho repugnante. Alguns deles podem ter muitas cabeças ou uma forma totalmente não humanóide como, por exemplo, Jormungard(serpente) e Fenris(lobo), dois dos filhos de Loki, conhecidos como gigantes. Seus olhares eram tenebrosos e seu intelecto, fraco; o Eddas compara, mais de uma vez, sua têmpera com a das crianças.

Contudo, quando os gigantes são descritos de forma mais próxima e com mais propriedade, suas características são, freqüentemente, opostas. Inacreditavelmente velhos, os gigantes carregavam a sabedoria das epócas já idas. São os gigantes Mimir e Vaftrudener que Odin procura para ganhar seu conhecimento pró-cósmico. Muitas das esposas dos deuses são gigantes. Njord é casado com Skade, Gerda transforma-se na consorte de Frey, Odin ganha o amor de Gunnlod; e mesmo Thor, grande assassino de gigantes, se torna amante de Jarnsaxa, mãe de Magni e Modi. Desta forma, elas aparecem como deusas de menor porte, da mesma forma que Ægir, gigante do mar, muito mais ligado ao deuses do que a pretensa escória que ocupa Jotunheim. Nenhum destes gigantes teme a luz, e no conforto dos seus repousos, não diferem extremamente dos deuses.

Ragnarök e os Gigantes de Fogo

Um classe importante dos gigantes eram os Gigantes de Fogo, que residiam em Musphelhein, o mundo do calor e do fogo, governado pelo gigante Surt ("o escuro") e por sua rainha, Sinmore. Fornjót, a encarnação do fogo, era outro gigante desta classe. O papel principal dos Gigantes de Fogo na mitologia nórdica é conduzir a destruição final do mundo ao colocar fogo na árvore Yggdrasil, durante o final dos tempos, Ragnarok, quando os gigantes de Jotunheim e as forças de Helheim lançarão um ataque aos deuses, matando a todos, com exceção de alguns deles. Talvez influenciado pelo cristianismo, um mundo novo se levantará após este evento, onde os gigantes não existirão mais.

Os gigantes no folclore Escandinavo : Em épocas antigas, os gigantes eram conhecidos na Escandinávia, como trolls. Eles não podiam ouvir o som dos sinos das Igrejas Católicas. Deste modo, viviam longe da civilização, nas montanhas ou nas florestas mais remotas. Às vezes, quando viajavam até algumas povoações humanas, seu objetivo principal, normalmente, era silenciar o clamor dos sinos jogando grandes pedregulhos nas igrejas.

Os gigantes, entretanto, eram reconhecidos como uma raça antiga e em extinção, cujos remanescentes ainda poderiam ser avistados em lugares remotos. Saxo Grammaticus atribuiu o levantamento dos dólmens aos gigantes, além de chamar de "arremessos de gigantes" as grandes pedras encontradas espalhadas pelo país (o que foi provado, mais tarde, serem remanescentes da Idade do Gelo). Este conceito sobreviveu no folclore por um longo tempo, como demonstra uma história lendária na Suécia, cujo conto explica como um gigante , há muitas eras, puxou para cima dois pedaços enormes da terra, dando forma aos lagos Vänern e Vättern, e jogou-os para fora do Mar Báltico, onde se transformaram nas ilhas Gotland e Öland, respectivamente.

Fonte: Wikipedia

Aguardem a Próxima parte a saga da Guerra dos Deuses continua… Enquanto isso divirtam-se com a música de hoje… Incubus… Love Hurts.

O nosso destino é modificado pelos nossos pensamentos.
Viremos a ser o que desejamos ser
quando os nossos habituais pensamentos
corresponderem aos nossos desejos.

(Machado de Assis)


Ceres"Shao" Xisto


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