Well crianças, o natal está chegando (grande coisa eu não comemoro natal) e… Tia Shao maligna que acaba com os sonhos das criancinhas e com a ignorância dos leitores deste blog ataca novamente. Assim como eu fiz com o Halloween, vamos decifrar a história do natal… onde surgiu essa celebração e o que é que a galera comemora sem sequer saber porque comemora…

Bom, para tristeza de muitos e minha alegria e divertimento hahahahaha, apesar do que é dito… do nascimento de Jesus e tal… o natal é mais uma festa pagã… dedicada a deuses pagãos e demônios da antiguidade que… a igreja católica medieval, roubou das religiões antigas para atrair fiéis…

Sim… e vcs que achavam que o Roberto Carlos era o campeão de plágio hein??? Nada disso… foram os padres e principalmente os Papas antigos que fizeram todo esse macarrão natalino que eu vou tentar explicar…

Antes de mais nada… eu pergunto, antes de existir o Natal há mais ou menos 2000 anos, o que é que existia Tia Shao??? Bom… existia o solstício… sim… era comemorado pelos povos antigos… Em astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho. O dia e hora exatos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.

No hemisfério norte o solstício de verão ocorre por volta do dia 21 de junho e o solstício de inverno por volta do dia 21 de dezembro. Estas datas marcam o início das respectivas estações do ano neste hemisfério. Já no hemisfério sul, o fenômeno é simétrico: o solstício de verão ocorre em dezembro e o solstício de inverno ocorre em junho. Os momentos exatos dos solstícios, que também marcam as mudanças de estação, são obtidos por cálculos de astronomia.

Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quanto está mais longe (afélio). Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão no hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente à Terra na linha do Trópico de Capricórnio. No solstício de inverno, ocorre a mesma coisa no Trópico de Câncer.

Na linha do equador a duração dos dias é fixa ao longo das estações do ano com 12 horas de luz e 12 horas de noite. Desse modo os solstícios nessa linha não podem ser obtidos através de dias ou noites mais longas e somente podem ser observadas pela máxima inclinação da luz solar para o norte ou para o sul. Na linha do equador não há como dizer se um solstício é de verão ou de inverno uma vez que demarcam a separação dos hemisférios norte e sul da Terra.

Nas linhas dos trópicos de Câncer e Capricórnio, os soltícios de verão respectivos a cada hemisfério da Terra, coincidem com o único dia do ano em que os raios solares incidem verticalmente (ver ilustração).

Nas linhas dos círculos polares Ártico e Antártico, os soltícios marcam o único dia do ano em que o dia ou a noite duram 24 horas ininterruptas considerando a estação do ano: verão ou inverno, respectivamente

Em várias culturas ancestrais à volta do globo, o solstício de inverno era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com o Natal da religião cristã. O solstício de inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão. Festas pagãs das mitologias persa e indú referenciavam as divindidades de Mitra (deus persa da guerra e do renascimento) como um símbolo do "Sol Vencedor", marcada pelo solstício de inverno. A cultura do império romano incorporou a comemoração dessa divindade através do Sol Invictus. Como Mitra era tipo Thor, um deus guerreiro foi bem recebido pelos soldados romanos… mas não só pelos romanos, os bretões também amavam Mitra… e foi uma das religiões que mais competiu com o cristianismo nos primórdios deste.  Com o fortalecimento da religião cristã, a data em que se comemorava as festas pagãs do "Sol Vencedor" passaram referenciar o Natal através da comemoração do nascimento de Jesus Cristo, sem vínculos diretos com as antigas festas pagãs.

Ou seja Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno. A origem do 25 de dezembro Tem a ver com a festividade da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o "Novo Sol"… Essas festividades pagãs eram acompanhadas de bebedices e orgias… Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo, protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã a festividade pagã. Com a aprovação dada por Constantino para a guarda do domingo, dia em que os pagãos adoravam o Sol, e como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico, proporcionou a esses pagãos do século IV, agora "convertidos" em massa ao "cristianismo" o pretexto necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-Sol) de dia do nascimento do filho de Deus, assim foi que "o Natal" se enraizou no mundo ocidental! O Natal é, portanto, a mesma velha festividade pagã de adoração ao Sol. A única coisa que mudou foi o nome.

A palavra "Natal" – tem a ver com nascimento, ou aniversário natalício, especialmente com o dia em que geralmente se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Este vocábulo não aparece na Bíblia, e também não foi utilizado pelos primeiros apóstolos. A "festa de Natal" não se inclui entre as festas bíblicas, Teve origem na Igreja Católica Romana a partir do século IV, e daí se expandiu ao protestantismo, e ao resto do mundo. As Enciclopédias de um modo geral contêm informações sobre a origem sob os títulos "natal" e "dia de natal".É fato que o Natal não foi observado pelos primeiros cristãos, durante os primeiros duzentos ou trezentos anos desta era.

A origem da árvore de Natal vem da antiga Babilônia… Vem de Ninrode, neto de Cão, filho de Noé. Segundo a história hebréia Ninrode se afastou de Deus e enveredou-se pelo caminho da apostasia (hein??? – Que palavrão é esse tia Shao – Tem o sentido de um afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa, uma renúncia de sua anterior fé) . Segundo se sabe, Ninrode era tão perverso que se teria se casado com a própria mãe, cujo nome era Semíramis! (Ah… tarado! O cara era o Édipo do mundo Hebreu). Após a sua morte, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida. E, todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore "sempre viva" e deixava presentes nela.

Entre os druidas (sacerdotes celtas que cultuavam a natureza  não deixaram documentos escritos pois passavam seu conhecimento oralmente), o carvalho era sagrado, entre os egípicios as palmeiras, em Roma era o Abeto, que era decorado com cerejas negras durante a Saturnália. Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude. Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã.

O que era a Saturnália??? Muita informação tia Shao… resumindo As saturnálias eram uma antiga festividade da religião romana dedicada ao templo de Saturno e à mítica Idade de Ouro, As Saturnálias tinham início com grandes banquetes, sacrifícios, às vezes orgias; os participantes tinham o hábito de saudar-se com io Saturnalia, acompanhado por doações simbólicas. Durante estes festejamentos vinha subvertida a ordem social: os escravos podiam considerar-se temporaneamente homens livres, e como tal podiam comportar-se; vinha eleito, a sorte, um princeps – uma espécie de caricatura da classe nobre – a quem se entregava todo o poder. Na verdade a conotação religiosa da festa prevalecia sobre aquela social e de "classe". O "princeps" vinha geralmente vestido com uma máscara engraçada e com cores chamativas, dentre as quais prevalecia o vermelho ( a cor dos deuses), e podia recordar o nosso Papai Noel. Era a personificação de uma divindade do mundo subterrâneo, da identificar às vezes com Saturno, às vezes com Plutão, responsável pelas almas dos defuntos, mas também protetora das campanhas e das colheitas.

Em época romana se acreditava que tais divindades, saídas das profundezas do solo, vagassem em cortejo por todo o período invernal, isto é, quando a terra repousava e era inculta por causa das condições atomosféricas. Deviam então ser aplacadas com a oferta de presentes e de festas em sua honra e, além disso, induzidas a retornar ao além, onde teriam favorecido as colheitas da estação estiva. Se tratava, em suma, de uma espécie de longo "desfile de carnaval".

O deus escandinavo Odin era crido como um que dava presentes especiais na época de Natal a quem se aproximava do seu Abeto Sagrado. Esta é a verdadeira origem da "Árvore de Natal" e da prática de se dar "presentes"!

A COROA DE AZEVINHO OU GUIRLANDA
Às vezes conhecida por "coroa de Natal" ou "Guirlanda" tem uma das suas origens na Grécia. Em grego é "stephano", em latim "corona" – podem ser entendidas como:- enfeites, oferendas, ofertas para funerais, celebração memorial aos deuses, celebração memorial à vitalidade do mundo vegetal, celebração das vítimas que eram sacrificadas aos deuses pagãos, celebração nos esportes. Significam um "Adorno de Chamamento" e, conseqüentemente, são porta de entrada de deuses. Razão pela qual, em geral, se colocam as guirlandas nas portas, como sinal de boas vindas! A maior parte dos deuses pagãos do Egito aparecem sempre com a "guirlanda" na cabeça! A Bíblia não faz qualquer menção de uso de "guirlanda" no nascimento de Jesus. Só existe uma guirlanda na Bíblia, e esta foi feita por Roma para colocar na cabeça de Jesus no dia da sua morte.

O Uso de velas é um ritual pagão dedicado aos deuses ancestrais. A vela acendida está fazendo renascer o ritual dos solstícios, mantendo vivo o deus sol. Não tem nenhuma relação com o candelabro judaico (ou Menorah). Mais recentemente, em lugar das velas passou-se a adotar velas elétricas, velas à pilha, e, finalmente, as luzes – o sentido é o mesmo.

O presépio é um altar a Baal, consagrado desde a antiga babilônia. Os adereços encontrados no chamado presépio são simbologias utilizadas na festa do deus sol. No Brasil a abertura da comemoração do Natal é feita com uma famosa "Missa do Galo", a qual é celebrada sempre diante de um presépio, um "altar consagrado", cujas figuras estão relacionadas com a Babilônia.

Quem é Baal tia Shaozita del barrio??? Baal é uma palavra semítica que significa Senhor, Lorde, Marido ou Dono (Don). Esta palavra em Hebraico é cognata de outra em acádio Bel, com o mesmo significado. A forma feminina de Baal é Baalath, o masculino plural é Baalin, e Balaoth no feminino plural. Esta palavra não tinha conotação exclusivamente religiosa, podendo ser empregada em relações pai e filhos (por exemplo) não sendo obrigatória uma separação hierárquica,mas Baal também era o mais popular deus babilônico… Os babilônicos aliás que têm uma história engraçada, se vocês pegarem um saco e misturarem, filisteus, babilônicos, persas, macedônios, sumérios e acadicos… o resultado será… iraquianos. A determinada altura na história dos antigos habitantes da zona da mesopotâmia começou a existir uma confusão relativa à identificação dos deuses (grande coisa, afinal a palavra babilônia… tem a ver com confusão). Cada lugar adorava um mesmo deus mas com um nome diferente e isto tudo fomentou a dificuldade de hoje em identificar a diferença entre os deuses.

Mais tarde Baal deu origem a Beliel o qual vem grandemente referido até no novo testamento. Este personagem teve a sua origem muito anteriormente como o principe do mundo epiteto que lhe garantia uma superioridade em relação aos outros componentes da divindade desta época. Este deus era conhecido também por Enki – O Senhor da Terra. Na Bíblia se faz referência a Baal que poderia ser um epiteto de Hadad ou Adad que era uma divindade cananéia e suméria. Um deus da fertilidade. Este deus Adad dos sumérios viria a ser o deus Sin dos acádios mais tarde, pai da bíblica Astarte (filisteus) e do seu irmão Camos ou Camoesh. Ambos também fizeram parte da mitologia Suméria e Acaádia, como Ishtar e Shamash. (uai… quanto nome difícil!!!).

Assim sendo, apesar de toda essa conversinha de Natal e amor e blábláblá… o natal é culto satânico (ahhhhhhhhhhh!!! –  grito de horror). Mais satânico ainda hoje em dia por conta do consumismo que toma conta da sociedade nessa época do ano…

Well, jingle bells crianças… espero que este pequeno relato ajude a dissipar mais uma ignorância sobre tradições modernas que tiveram suas origens completamente deturpadas com o passar do tempo…


Devemos modelar nossas palavras
até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos.

(Clarice Lispector)


Ceres"Shao" Xisto


Websites