O dia de hoje foi longo… muito longo na verdade… estou muito cansada, graças a Deus hoje foi minha última prova do semestre. Graças a Deus de novo porque a prova estava fácil e eu precisava de pouca nota. Graças a Deus o dia foi calmo na prefeitura… Espero que amanhã também seja, amanhã é sexta-feira… pela primeira vez em muitos meses eu não tenho nada pra fazer depois do trabalho…
 
Na verdade eu tenho, eu tinha que ir até a faculdade fazer a minha matrícula para o semestre seguinte… mas farei isso apenas na segunda, eu vou ter que ir lá mesmo ver as notas das provas finais… então… whatever…
 
Falando em semestre, em matrícula … meu primo vai prestar vestibular amanhã lá na Faculdade… Ele vai passar com certeza, a questão na faculdade hoje em dia não é nem mais passar no vestibular, ainda mais nas faculdades privadas, a questão é pagar a mensalidade. O pai dele que mora na argentina falou que pagava pra ele se ele passasse no vestibular… vamos ver se ele cumpre o prometido. Meu primo merece, e hoje em dia a gente não chega a lugar nenhum sem um diploma universitário. Se tudo der certo semestre que vem tenho compania pra voltar pra casa… Preciso comprar um carro!!!
 
Nossa, tô com sono… acho que vou dormir… Antes disso porém… um soneto de Shakespeare… apesar do post anterior eu gosto desse soneto. Se é pra bancar o apaixonado e ficar se derramando em amores… que seja Shakespeare… certo??? Se bem que… esse soneto não vai muito contra aquilo que eu disse ontem…
 
Quem assistiu o filme Razão e Sensibilidade??? Se não assistiu assista, eu recomendo… ou melhor… leia o livro… o livro sempre é melhor. Jane Austen, nome da autora… e ela cita esse poema, digo soneto, no livro… e ele aparece no filme… é uma descrição boa do que alguns acham que é o amor…
 
Em inglês… soa bem melhor… mas em português… é mais compreensível certo???
 
Soneto 116
 
Let me not to the marriage of true minds admit impediments.
Love is not love which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
O, no! it is an ever-fixed mark,
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth’s unknown, although his height be taken.
Love’s not Time’s fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle’s compass come;
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
If this be error, and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved

William Shakespeare

Tradução…

De almas sinceras a união sincera Nada há que impeça:

Amor não é amor Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

Tradução de Bárbara Heliodora

 
É uma boa tradução esta… mas eu ainda vou ver se faço a minha versão… mais literal e não tão interpretativa… se bem que seja tão complicado traduzir Shakespeare… ainda mais poesia… Não achei no You Tube a cena que o soneto é declamado… então vai o trailer do filme…
 
 
 
Bom…
Fui…
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