1) Postando por email…
Não que eu goste de postar por email, muito pelo contrário a configuração do blog fica uma porcaria. Mas só tenho tempo de postar se for assim. Jesus como eu tenho andado cansada. Ontem fui pra faculdade, fiquei na biblioteca para fazer o trabalho de filosofia… não fiz, gente eu cochilei em cima da apostila… daí fiquei sonolenta e não entendia o que estava escrito no texto. Daí começou a doer minhas costas e eu não fiquei de novo no Core de História e Sociedade. Estou até pensado em abandonar este Core… Semana que vem eu ou no Core e se eu não estiver estourado o limite de faltas eu continuo, senão eu desisto desse e dane-se… semestre que vem eu vou organizar melhor meus horários.
 
2) Não posso postar muito hoje…
Como eu já disse crianças eu ainda tenho que fazer o trabalho de Filosofia.
Profesorzinho revoltado hein, essa semana era pra ser light, não fosse ele… ahhhhhhhh que raiva. A vontade que me dá é de faltar de novo na aula dele sexta que vem, ou pior, entregar o trabalho e ir embora, mas… não vou fazer isso, até porque semana que vem não tem aula, não ou ter que aturar a aula chata dele.
 
3) Aliás…
Se hoje não tivesse aula do Bernardo e da Clarice… que são dois ótimos professores, eu nem ia pra faculdade, mas perder a aula deles é a mesma coisa que dar um tiro no pé!!! Assim sendo… vou eu pra aula… com sono, com matéria por passar a limpo e com o trabalho por fazer… Aliás dá vontade de nem fazer este trabalho. Mas com esse professor que não tem conteúdo suficiente, a prova final vai ser um caos. E ele explica a matéria de uma forma incompreensível. O livro que ele passou parece grego… ou seja… tá tudo ferrado!!! Que saudade do outro professor!

4) Os bancos estão de greve…
As pessoas deveriam ficar em casa fazendo greve também. Hahahahaha… o que adianta vir na prefeitura tirar segunda via do que quer que seja se você não vai poder pagar no banco que está em greve? Hein? Hein? Burrice.. mas fazer o quê né? O que é de gosto…

5) Bom…
Não tem letra de música hoje…
Hoje tem poema de Florbela Espanca… lindo…
Espero que curtam.

Momento Cultural… para quem não sabe

Florbela Espanca foi Florbela Espanca, batizada com o nome Flor Bela de Alma da Conceição, (Vila Viçosa, 8 de dezembro de 1894 — Matosinhos, 8 de dezembro de 1930) foi uma poetisa portuguesa, precursora do movimento feminista em seu país, teve uma vida tumultuada, inquieta, transformando seus sofrimentos íntimos em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização e feminilidade.

Filha de Antónia da Conceição Lobo, empregada de João Maria Espanca, que não a reconheceu como filha. Porém com a morte de Antónia em 1908, João e sua mulher Maria Espanca criam a menina. O pai só reconheceria a paternidade muitos anos após a morte de Florbela.

Em 1903 Florbela Espanca escreveu a primeira poesia de que temos conhecimento, A Vida e a Morte. Casou-se no dia de seu aniversário em 1913, com Alberto Moutinho. Concluiu um curso de Letras em 1917, inscrevendo-se a seguir para cursar Direito, sendo a primeira mulher a frequentar este curso na Universidade de Lisboa.

Sofreu um aborto involuntário em 1919, ano em que publicaria o Livro de Mágoas. É nessa época que Florbela começa a apresentar sintomas mais sérios de desequilíbrio mental. Em 1921 separou-se de Alberto Moutinho, passando a encarar o preconceito social decorrente disso. No ano seguinte casou-se pela segunda vez, com António Guimarães.

O Livro de Sóror Saudade é publicado em 1923. Florbela sofreu novo aborto, e seu marido pediu o divórcio. Em 1925 casou-se pela terceira vez, com Mário Lage. A morte do irmão, Apeles (num acidente de avião), abala-a gravemente e inspira-a para a escrita de As Máscaras do Destino.
Tentou o suicídio por duas vezes em outubro e novembro de 1930, às vésperas da publicação de sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu aniversário, 8 de dezembro de 1930. Charneca em Flor viria a ser publicado em janeiro de 1931.

Lá vai o poema dela

Minha culpa

Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou? Um fogo-fátuo, uma miragem…
Sou um reflexo… um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém

Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!…

Sou um verme que um dia quis ser astro…
Uma estátua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor…

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador…

                          Florbela Espanca

FUI…

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